21% dos trabalhadores CLT de Goiás atuam no comércio
- 15 de jul.
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Índice de vagas preenchidas no segmento aumentou 1,42% entre 2025 e 2026, mas criação de postos de trabalho desacelerou nos últimos anos; FCDL-GO vê reflexos da crise de mão de obra enfrentada pelo setor produtivo

O número de trabalhadores contratados no comércio goiano chegou a 339.008 em maio deste ano, posicionando Goiás entre os 10 estados com mais vagas preenchidas no setor, segundo levantamento feito pela FCDL-GO com números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged.
Depois do ramo de prestação de serviços (681.378 vagas preenchidas), o comércio é o segmento que mais emprega em Goiás. A indústria aparece na 3ª posição, com 326.410 contratados. Com esse contingente, o comércio tem 21% dos trabalhadores celetistas empregados em Goiás.
Apesar disso, a geração de empregos no comércio desacelerou nos últimos anos. Entre maio de 2023 e maio de 2024, o número de vagas preenchidas aumentou 4,05%, saltando de 311.913 para 324.567. De 2024 para 2025, o índice foi menor - 2,98% -, e no intervalo entre maio de 2025 e maio de 2026, se manteve positivo, mas num patamar ainda mais baixo, de 1,42%.
Para Valdir Ribeiro, presidente da FCDL-GO, essa marcha mais lenta reflete a dificuldade que as empresas têm enfrentado para preencher vagas remanescentes de processos seletivos abertos há vários meses ou até anos. É uma situação de falta de mão de obra que, segundo ele, força o setor produtivo a adiar a abertura de novas vagas.
"Desde o início da década, o setor produtivo enfrenta sérias dificuldades para contratar; sobram vagas, faltam candidatos. E não é diferente no comércio, que vê muitos profissionais migrando nos últimos anos para a informalidade, para o trabalho por demanda em aplicativos, trabalho remoto ou até mesmo vivendo de serviços pontuais para não perder benefícios sociais", indica Valdir.
Ele é um dos líderes do Fórum das Entidades Empresariais de Goiás. Valdir concorda com o entendimento de outros dirigentes classistas de que é preciso adotar medidas, por parte do poder público, para estimular esses beneficiários a retornar ao trabalho formal, que tem as garantias do vínculo celetista. O setor produtivo sugere a possibilidade, por exemplo, de o governo continuar pagando o Bolsa Família por um determinado período após a contratação do trabalhador, até se ele se firmar na empresa.
50+ são quase 5% dos contratados em maio
Em maio deste ano, as empresas do comércio em Goiás contrataram juntas 17.869 trabalhadores. E 4,9% desses profissionais são pessoas com idade entre 50 e 64 anos. Para a FCDL-GO, é um indicativo de que a força de trabalho no comércio está mais democrática e inclusiva, combinando a vitalidade dos jovens com a experiência de quem já percorreu uma trajetória significativa na vida profissional.
Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO




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