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Carnaval terá consumidor mais cauteloso: só 25% pretendem gastar em 2026

  • Foto do escritor: FCDL GOIÁS
    FCDL GOIÁS
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Gasto médio deve ficar em R$ 1.096; "O apelo para aproveitar os dias de folga é coletivo, mas a experiência de consumo acaba sendo muito particular", analisa a FCDL-GO

Blocos de rua são a preferência de 41% dos consumidores que afirmam que sairão de casa no Carnaval - Foto: Envato
Blocos de rua são a preferência de 41% dos consumidores que afirmam que sairão de casa no Carnaval - Foto: Envato

O Carnaval de 2026 deve manter ruas cheias, blocos lotados e intensa circulação de pessoas em Goiânia e nas cidades do interior que tradicionalmente movimentam foliões, mas o impacto econômico da festa tende a ser mais restrito do que a imagem de celebração generalizada costuma sugerir. Isto porque apenas 25% dos consumidores de Goiás e do restante do Brasil pretendem gastar com produtos ou serviços específicos para o período, segundo destaca a FCDL-GO.


O dado é de uma pesquisa de intenção de consumo realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), em parceria com a Offerwise Pesquisas. Na prática, isso significa que cerca de 41,4 milhões de consumidores devem movimentar algum valor durante o Carnaval, enquanto a maioria da população participará das festas sem realizar gastos adicionais relevantes. O gasto médio por pessoa é estimado em R$ 1.096.


"Historicamente, a Carnaval é uma data que movimenta mais o setor de serviços, como turismo e bares e restaurantes, do que o varejo. O apelo para aproveitar os dias de folga é coletivo, mas a experiência de consumo acaba sendo muito particular. E neste ano, o setor produtivo, em geral, espera um consumidor mais cauteloso nos gastos e mais seletivos nas suas escolhas", pondera o presidente da FCDL-GO, Valdir Ribeiro.

Festa garantida, gasto controlado


Entre os consumidores que afirmam que vão gastar, a disposição para aproveitar o Carnaval é alta: 88% pretendem participar de alguma festividade. No entanto, o perfil das celebrações reforça um comportamento mais econômico. Reuniões com amigos e familiares (48%) lideram as preferências, seguidas por blocos de rua (41%) e festas em clubes, boates ou baladas (26%).


A predominância de eventos gratuitos ou de baixo custo ajuda a explicar por que a participação na folia não se traduz automaticamente em maior consumo. O Carnaval segue como expressão cultural forte, mas com adaptação ao orçamento disponível.


Entre os que planejam gastar, o consumo está praticamente garantido: 95% pretendem comprar produtos e 88% contratar serviços exclusivamente para o período. Ainda assim, trata-se de um grupo específico, com comportamento distinto do restante da população.


Produtos e serviços mais consumidos


Os itens mais consumidos reforçam um padrão de gasto funcional e imediato, concentrado em alimentação e bebidas, enquanto os serviços mais contratados estão ligados à experiência urbana, como bares, restaurantes e transporte particular. O perfil indica que o dinheiro circula, mas em circuitos bem delimitados.


Indecisão abre espaço para decisões de última hora


A pesquisa revela ainda que 48% dos consumidores que pretendem gastar ainda não sabem quanto vão desembolsar. A indefinição sugere que boa parte do consumo pode acontecer de forma impulsiva ou concentrada nos dias mais próximos da festa. Esse comportamento tende a beneficiar setores que operam com conveniência, imediatismo e apelo emocional, como alimentação fora do lar, bebidas e serviços de mobilidade.


Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO (com informações da CNDL)


 
 
 

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