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Comércio brasileiro encerra 2° tri de 2026 com alta de 4,2% nas vendas

  • 23 de jul.
  • 2 min de leitura
Em junho, o comércio avançou 1,1% na comparação mensal e 5,7% no comparativo anual

No recorte mensal, cinco dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento em junho - Foto: Agência Brasil
No recorte mensal, cinco dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento em junho - Foto: Agência Brasil

As vendas do comércio brasileiro encerraram o segundo trimestre de 2026 com alta de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Em junho, o comércio avançou 1,1% na comparação mensal e 5,7% no comparativo anual.


Com o desempenho de junho, o varejo encerrou o segundo trimestre de 2026 em patamar superior ao registrado no mesmo período de 2025. Na comparação anual, o volume de vendas do índice ampliado cresceu 4,2%.


“O avanço registrado em junho mostra uma retomada da atividade varejista após dois meses de perda de fôlego, permitindo que o setor encerrasse o segundo trimestre em nível superior ao observado no ano passado. O mercado de trabalho segue resiliente, com renda elevada e desemprego próximo das mínimas históricas, sustentando o consumo das famílias”, afirma Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone.

No recorte mensal, cinco dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento em junho. A maior alta foi registrada em Material de Construção (2,1%), seguida por:


  • Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (2%);

  • Móveis e Eletrodomésticos (1,3%);

  • Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (1%);

  • Artigos Farmacêuticos (0,6%).


Entre os segmentos que registraram retração estão Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (6,7%), Combustíveis e Lubrificantes (1,8%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (1,1%).


No comparativo anual, todos os oito segmentos analisados apresentaram crescimento. A maior alta foi observada em Combustíveis e Lubrificantes (7,6%), seguida por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (7,4%), Material de Construção (6,8%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (6,3%), Móveis e Eletrodomésticos (5,9%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (5,1%), Artigos Farmacêuticos (3,2%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (2,6%).


“Por outro lado, o elevado comprometimento da renda com dívidas e o alto custo do crédito ainda limitam uma recuperação mais robusta. O ciclo de redução dos juros deve contribuir para uma melhora gradual desse cenário, embora seus efeitos ocorram com defasagem”, completa Freitas.


Fonte: Mercado&Consumo


 
 
 

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