top of page

FCDL-GO e FEE assinam carta aberta alertando para prejuízos do fim da jornada 6X1

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura
Entidades empresariais de Goiás reivindicam um debate amplo, técnico e equilibrado no próximo ano, livre de interferências no período eleitoral; leia a carta na íntegra

Fechamento de postos de trabalho, pressão inflacionária e retração no consumo são alguns dos riscos destacados na carta aberta do Fórum Empresarial - Foto: Depositphotos.com/gustavomello162.hotmail.com
Fechamento de postos de trabalho, pressão inflacionária e retração no consumo são alguns dos riscos destacados na carta aberta do Fórum Empresarial - Foto: Depositphotos.com/gustavomello162.hotmail.com

A FCDL-GO e as demais instituições do Fórum das Entidades Empresariais de Goiás divulgaram nesta quarta (22) uma carta aberta à sociedade goiana alertando para os prejuízos sociais e econômicos do fim da jornada de trabalho 6x1, cuja proposta tramita no Congresso Nacional. Leia abaixo na íntegra:


Carta aberta aos prefeitos, deputados federais, senadores e trabalhadores goianos


As ameaças escondidas no fim da jornada 6x1


O Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO) manifesta preocupação com propostas de alteração da jornada de trabalho que impliquem a extinção do regime 6X1, com base em profundos estudos técnicos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e análises da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).


1. Perigo real ao seu emprego


A extinção do regime 6x1 trará impactos diretos sobre o mercado de trabalho, com risco de redução de até 630 mil empregos formais no país, especialmente em setores intensivos em mão de obra. Pode elevar em até R$ 267 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia.


2. Quem perder o emprego terá dificuldade em se recolocar no mercado


Mesmo essa pequena redução da jornada de trabalho pode provocar retração de até R$ 76 bilhões no PIB, afetando a geração de empregos e atingindo principalmente trabalhadores de menor qualificação, concentrados em funções operacionais. Simulações da IBRE/FGV apontam ainda que o PIB pode cair até 11,3%.


3. Impacto negativo nos salários e na renda familiar


A elevação dos custos do trabalho, estimada em até 7% na folha salarial, tende a levar empresas a reduzir contratações, limitar horas extras e rever benefícios, com impacto direto na renda mensal das famílias e na capacidade de consumo.


4. Redução no comércio, nos serviços do dia a dia e no agro


Os levantamentos indicam impacto anual de até R$ 122,4 bilhões no comércio e R$ 235 bilhões no setor de serviços, com potencial redução de vagas em atividades como atendimento, vendas e serviços essenciais. Além disso, aumento de custos entre 7,8% e 8,6% no setor agropecuário, com potencial redução de postos de trabalho, especialmente em regiões do interior onde o agro é a principal fonte de emprego e renda, como em Goiás. Na indústria, o aumento de gastos com empregados formais seria proporcionalmente maior: cerca de 11%, o equivalente a R$ 88 bilhões. Simulações do IBRE/FGV apontam ainda que o PIB pode cair até 11,3%.


5. Aumento de preços, inflação e juros altos


O repasse desses custos pode gerar aumento de até 13% nos preços ao consumidor, pressionando a inflação, reduzindo o poder de compra e dificultando a queda nas taxas de juros, com impacto mais intenso sobre famílias de menor renda.


6. Ameaça ao sonho da casa própria


Estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta riscos para quem pensa em adquirir imóvel, já que prevê aumento de 10% no custo da hora trabalhada, somado ao risco de menor oferta de imóveis e prazo de entregas mais longos.


Necessidade de debate amplo fora da contaminação eleitoral


Diante de impactos dessa magnitude envolvendo retração econômica, aumento de custos, redução de empregos e pressão inflacionária, o Fórum das Entidades Empresariais de Goiás defenderá junto aos prefeitos, deputados federais e senadores do Estado, de maneira firme, constante e decidida, o adiamento da discussão para o próximo ano. Isso permitirá o debate amplo, técnico e equilibrado, com participação de todos os setores da sociedade, considerando que o atual período eleitoral pode comprometer a análise objetiva de um tema que afeta diretamente milhões de trabalhadores brasileiros.


Fórum das Entidades Empresariais de Goiás


Acieg, FCDL Goiás, Adial, Fecomércio-GO, Facieg, Fieg, Faeg e Sistema OCB/GO



 
 
 

Comentários


bottom of page