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Inadimplência em Goiás cresce 4,73% em um ano

há 4 horas
2 min de leitura
Pesquisa indica que cada negativado do estado deve R$ 5,8 mil, em média; FCDL-GO recomenda negociar os débitos o quanto antes para reduzir o comprometimento da renda; Federação irá monitorar impactos do fim das bets no consumo

Dívidas com bancos representam a maior parte das contas vencidas dos consumidores goianos: 61,47% do total - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Dívidas com bancos representam a maior parte das contas vencidas dos consumidores goianos: 61,47% do total - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O número de consumidores inadimplentes em Goiás cresceu 4,73% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo aponta a FCDL-GO, com dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Apesar da alta anual, o índice de inadimplência no estado ficou abaixo das médias da região Centro-Oeste (5,06%) e do Brasil (5,02%). Na passagem de julho para agosto, o número de devedores goianos recuou 0,99%.


Os bancos concentraram a maior parcela dos débitos, com 61,47% do total. Em agosto, cada consumidor inadimplente tinha 2,47 dívidas em atraso, em média, acima dos índices do Centro-Oeste (2,46) e do Brasil (2,34). O valor médio das dívidas chega a R$ 5.821,61.


Segundo o levantamento, a faixa etária de 30 a 39 anos reúne a maior participação entre os devedores - 25,90% do total. Os homens representam 51,07% dos inadimplentes e as mulheres, 48,93%. Quase 36% dos devedores estão inadimplentes entre um e três anos.


“A inadimplência continua exigindo atenção, especialmente porque o volume de dívidas cresce em ritmo superior ao de pessoas negativadas. A recomendação é que, seja o devedor um consumidor pessoa física ou empresa, ele deve buscar o quanto antes a negociação dos débitos para reduzir o comprometimento da renda e preservar o consumo”, analisa Valdir Ribeiro, presidente da FCDL-GO.

Impactos da proibição das bets no comércio


A FCDL-GO diz que o comércio atribui a disparada da inadimplência, em parte, ao crescimento vertiginoso no número de apostadores em plataformas digitais, as bets. Só nas capitais brasileiras, são 50 milhões de apostadores, e cada um deles gasta R$ 213 com jogos todos os meses, em média, conforme pesquisa divulgada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas.


A expectativa da FCDL-GO é que, com a proibição das bets, as vendas no varejo se aqueçam neste final do ano, em consonância com a interrupção do fluxo de dinheiro que era canalizado para as apostas on-line. Esse montante chegou a R$ 62,5 bilhões em 2025, segundo concluiu o 3º Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, elaborado pelo Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda) em parceria com o Cicef (Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento) a partir de dados do Banco Central, das Epae (Estatísticas de Pagamentos por Atividade Econômica) e de elaboração própria. A FCDL-GO informa que vai monitorar a situação.


Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO


 
 
 

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