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Inadimplência em Goiás cresce 7,64% em um ano e pode limitar consumo na Black Friday

há 11 minutos
2 min de leitura
Pressionado pelo endividamento, consumidor tende a comparar mais os preços, priorizar itens essenciais e dar preferência a ofertas com condições de pagamento facilitadas, analisa a FCDL-GO

Lojistas esperam um consumidor mais dedicado a pesquisar antes os preços dos produtos almejados para a Black Friday - Foto: Reprodução/Agência Brasil
Lojistas esperam um consumidor mais dedicado a pesquisar antes os preços dos produtos almejados para a Black Friday - Foto: Reprodução/Agência Brasil

O número de consumidores goianos inadimplentes cresceu 7,64% em setembro de 2026, em relação ao mesmo mês do ano passado, colocando o comércio em compasso de cautela na preparação para a Black Friday, segundo informa a FCDL-GO. Dados consolidados pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) indicam que, na passagem de agosto para setembro, a quantidade de devedores em Goiás aumentou 2,21%, corroborando para a postura conservadora entre os lojistas. O varejo está mais otimista para as vendas no Natal, contando com o 13º salário.


Para a FCDL-GO, a inadimplência preocupa também devido ao aumento no número de dívidas que cada consumidor tem em atraso: 14,43% em relação a setembro de 2025 e 3,29% na transição de agosto para setembro. Uma alta expressiva, avalia a Federação. Em média, cada consumidor negativado em Goiás tinha 2,5 dívidas vencidas, acima das médias do Centro-Oeste (2,4) e do Brasil (2,3). O valor médio da soma das dívidas chegou a R$ 5.912,84.


A faixa etária de 30 a 39 anos concentra a maior parcela dos consumidores inadimplentes, com 25,70% do total. Os homens representam 51,08% dos negativados e as mulheres, 48,92%. Entre os credores, os bancos respondem por 61,98% das dívidas em atraso, o que evidencia o peso do comprometimento financeiro relacionado ao crédito e aos serviços bancários.


“O aumento da inadimplência e, principalmente, do número de dívidas em atraso mostra que muitas famílias estão com o orçamento pressionado. Na Black Friday, o consumidor tende a pesquisar mais, priorizar itens essenciais e buscar condições de pagamento que caibam no bolso sem demandar grandes sacrifícios ao fim do mês”, afirma Valdir Ribeiro, presidente da FCDL-GO.

Na avaliação da FCDL-GO, o ambiente de endividamento pode reduzir o ritmo das vendas no varejo neste ano, embora a Black Friday ainda represente uma oportunidade para a recuperação do movimento, especialmente em segmentos de bens duráveis e nas compras planejadas. Para aproveitar melhor a data, a recomendação da entidade para os lojistas é que eles reforcem ações de relacionamento, facilitem a negociação e evitem estímulos ao consumo sem capacidade de pagamento, preservando a confiança do consumidor e a sustentabilidade das vendas.


Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO


 
 
 

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