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Páscoa 2026 deve levar 106 milhões de consumidores às compras

  • 25 de mar.
  • 3 min de leitura
Pesquisa CNDL/SPC Brasil aponta um crescimento nominal de 4,2 milhões de pessoas com intenção de compras em relação ao ano passado

Os ovos de chocolate industrializados continuam no topo da preferência dos consumidores - Arte: Shutterstock
Os ovos de chocolate industrializados continuam no topo da preferência dos consumidores - Arte: Shutterstock

A Páscoa de 2026 projeta uma movimentação expressiva para o varejo brasileiro, com uma estimativa de 106,8 milhões de consumidores indo às compras em todo o país. Segundo o novo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas , 65% dos brasileiros pretendem realizar compras para a data, um crescimento nominal de 4,2 milhões de pessoas em relação ao ano passado.


Os ovos de chocolate industrializados continuam no topo da preferência (56%), seguidos por bombons (50%) e barras (39%). A pesquisa aponta que o segmento caseiro e artesanal se consolidou como competidor direto, com 40% de intenção de compra para ovos e 32% para bombons e barras. Qualidade superior e desejo de personalização são os principais atrativos (27% cada).


O gasto médio previsto é de R$ 253. O consumidor deve adquirir, em média, 5 produtos, evidenciando uma busca por diversidade na cesta de compras.


Filhos (54%), mães (36%) e cônjuges (35%) lideram a lista dos principais presenteados, mas o “autopresente” registrou um crescimento notável, atingindo 33% dos consumidores.


Varejo físico x digital


As lojas físicas continuam sendo o principal destino de 95% dos compradores. Os supermercados lideram como canal de conveniência (62%), seguidos por lojas especializadas em chocolates (44%). Embora 62% utilizem a internet para pesquisar preços, apenas 25% pretendem finalizar a compra digitalmente.


A qualidade (45%) superou o preço (44%) como principal critério de decisão de compra, reforçando a tese da busca pelo valor agregado e pela experiência. 38% preferem promoções e os descontos e 27% a diversidade de produtos.


O levantamento mostra que os consumidores estão atentos aos preços, uma vez que 82% pretendem pesquisar valor dos chocolates antes de comprar. 52% consideram que os preços dos produtos neste ano estão mais caros que no ano passado e 31% que estão na mesma faixa de preço. A pesquisa intensifica-se 15 dias antes da data (40%), mas a conversão final é tardia: 45% comprarão na própria semana da Páscoa.


Há uma predominância do pagamento à vista (77%), com o PIX (56%) consolidado como a principal ferramenta. Entre os que optarão pelo parcelamento (56%), a média é de 4 prestações.


O alerta do endividamento


Apesar do otimismo nas vendas, a restrição financeira é um fator crítico. Entre os consumidores que não irão às compras, 51% justificam a decisão pela necessidade de priorizar o pagamento de dívidas, um salto de 31 pontos percentuais em relação a 2025. Além disso, 38% dos que pretendem comprar para a Páscoa possuem contas em atraso, e, destes, 75% já estão negativados.


“O cenário para a Páscoa de 2026 apresenta um paradoxo: embora haja um desejo latente de celebrar e presentear, o componente de restrição financeira está mais forte do que nunca. Para quem vai às compras, a cautela deve ser a palavra de ordem, é fundamental que o consumidor faça um planejamento rigoroso e utilize a pesquisa de preços para evitar que a celebração de hoje se torne uma inadimplência prolongada amanhã”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.


Tradição à mesa: peixes e pratos típicos, lideram as listas de compras


A Páscoa também tem a tradição dos pratos típicos, além do chocolate. De acordo com a pesquisa, 78% dos brasileiros pretendem consumir pratos tradicionais da época. O bacalhau, o salmão e o atum são a preferência absoluta de 49% dos consumidores, sobretudo entre os Baby Boomers e as Classes A/B.


Também ganham destaque na mesa do brasileiro a Colomba Pascal (18%) e o Pão de Páscoa (15%).


A celebração da data é quase unânime, com 97% dos consumidores pretendendo comemorar o domingo de Páscoa. A maioria celebrará em sua própria casa (58%). Outros locais de destaque são a casa dos pais (14%) e a casa de parentes (14%).


“A Páscoa reafirma sua posição como uma das datas mais vitais do calendário comercial. O impacto é multissetorial: desde o varejo de alimentos, até o setor de pescados, impulsionado por 49% da população que mantém a tradição de pratos típicos como bacalhau e salmão. O grande desafio para o lojista este ano é a ‘janela de última hora’, já que 45% dos consumidores pretendem comprar apenas na semana do evento. Estratégias de estoque e promoções agressivas nesse período final serão determinantes para capturar clientes”, destaca Costa.


Fonte: Marina Barbosa/Varejo S.A


 
 
 

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