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Pandemia impulsiona aumento das compras parceladas no cartão

Um levantamento do Datafolha, encomendado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet), revela que o coronavírus também vem influenciando na maneira como os consumidores passaram a pagar suas compras. Segundo a pesquisa, 75% dos usuários de cartão de crédito responderam que tem o costume de efetuar suas compras de produtos ou serviços parceladas. Detalhe: este hábito é praticado mais pelas mulheres (78%) do que pelos homens (71%).

As compras de Vestuários/Joias (54%), Bens Duráveis (39%) e Farmácias (34%) são as preferidas pelos consumidores, na hora de parcelar no cartão. E a categoria de Bens Duráveis, como carros, móveis e eletrodomésticos, é a que apresenta a maior diferença entre o índice de parcelamento habitual e as compras à vista. Somente 16% dos entrevistados responderam que têm condições de comprar um bem durável à vista, mesmo com a crise.

A pesquisa ouviu 840 pessoas, entre os dias 8 e 14 de dezembro, de diferentes regiões metropolitanas (47%) e cidades do interior (53%) das cinco principais regiões do país, e constatou que 73% dos entrevistados começaram a usar, ou intensificar o uso do cartão de crédito para parcelar suas compras durante a crise sanitária.

Além disso, os dados revelam as preferências do shopper, de forma geral. Os meios de pagamento como parcelamento no cartão de crédito sem juros (33%), transferência entre contas (33%) e boleto bancário (29%) ganharam espaço, em detrimento do dinheiro ou do cartão de débito, que exigem a presença física do consumidor.

“No momento de crise em que vivemos, as vendas a prazo no cartão de crédito são fundamentais para estimular o consumo. Esta é uma realidade que já observávamos antes da pandemia, mas que se acentuou ao longo de 2020. Grande parte das pessoas simplesmente não tem condições de fazer suas compras à vista”, explica o diretor-presidente da Abranet, Eduardo Neger.

De acordo com o Datafolha, 60% dos entrevistados atribuem as notas 9 e 10 (em uma escala de 0 a 10) para a importância do parcelamento sem juros dentro da vida financeira. Ou seja, eles dependem dessa prática para a aquisição de bens e serviços. A valorização do parcelamento sem juros é maior entre a mulheres (67% das notas foram 9 e 10 ante 54% dos homens) e integrantes das classes C (62%) e D/E (66%), frente a 55% das classes A/B.

Fonte: SuperVarejo

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FCDL-GO recebe visita institucional da Federação de Santa Catarina

A FCDL-GO recebeu nesta quarta-feira (03) na sede da entidade, em Goiânia, a visita do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina, Ivan Roberto Tauffer. Ele foi recepcionado pelo presidente da FCDL-GO, Valdir Ribeiro.

O encontro serviu para estreitamento da relação institucional com a federação catarinense.

“Foi uma tarde muito produtiva que passamos com o presidente Tauffer trocando experiências e projetando ações para o comércio na retomada da economia. Ele é uma liderança expoente no comércio na Região Sul e, claro, é muito bem-vindo aqui”, disse o presidente Valdir Ribeiro sobre seu contraparte.

Ivan Tauffer, presidente da FCDL-SC – Foto: Divulgação/FCDL-SC

Com mandato vigorando até 2022, Ivan Tauffer preside a FCDL-SC desde 2018.

Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO

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Intenção de consumo das famílias cresce pela quinta vez consecutiva

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu pela quinta vez seguida em janeiro de 2021 (+0,7%) e subiu a 73,6 pontos. Contudo, mesmo com as recentes altas, o indicador registrou o pior desempenho para um mês de janeiro desde o início da série histórica, em 2010. Além disso, no comparativo anual, houve recuo de 24,2% – a décima retração consecutiva nesta base comparativa. A ICF está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde abril de 2015.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a sequência de taxas mensais positivas do índice reforça a confiança dos brasileiros na recuperação econômica, sobretudo com a proximidade do início da vacinação contra o novo coronavírus no País. “É importante a validação e a agilização da compra e distribuição da vacina, ou das vacinas, para efetivar esse processo de retomada”, afirma Tadros, ressaltando que o Sistema Comércio segue à disposição para contribuir para o que for possível, inclusive com o apoio das unidades do Sesc na campanha de vacinação.

Indicadores de emprego avançam

Os indicadores relacionados ao momento atual alcançaram em janeiro os melhores níveis dos últimos meses. O item que mede a satisfação dos brasileiros com o emprego cresceu 0,2% e chegou a 88,9 pontos – o maior nível desde maio de 2020. O índice relacionado à renda, apesar da retração após o ajuste sazonal (-0,6%), aumentou sua pontuação, passando de 78,8 pontos para 79,5 pontos – patamar mais alto desde junho do ano passado.

O subíndice que avalia a perspectiva profissional dos brasileiros também se destacou positivamente, impulsionado pelo aumento do indicador referente ao emprego atual. O item acumulou o sexto avanço consecutivo (+0,7%) e atingiu o maior patamar desde abril de 2020 (88,6 pontos). “A recuperação gradual da percepção do mercado de trabalho no curto prazo já se reflete positivamente, e de forma mais intensa, nas perspectivas para os próximos seis meses em relação ao futuro profissional”, destaca Catarina Carneiro da Silva, economista da CNC responsável pelo estudo. A perspectiva de consumo também cresceu (+0,2%). Foi a terceira alta seguida do item, que chegou a 67,9 pontos e subiu ao maior nível desde maio de 2020.

Momento para duráveis volta a crescer

Entre os itens que compõem as condições de consumo, o Momento para Duráveis foi o destaque. O item apresentou o maior crescimento mensal da pesquisa (+4,4%), voltou a crescer após duas retrações consecutivas e atingiu o melhor resultado desde maio último. O item, contudo, permanece como o de menor pontuação na ICF (46,6 pontos). O indicador Acesso ao Crédito teve o segundo aumento em sequência (+0,4%) e fechou o mês com 86,6 pontos – o maior resultado desde junho de 2020. O Nível de Consumo cresceu 1,3% – o quinto aumento consecutivo –, chegando à sua melhor pontuação desde maio do ano passado (56,9 pontos).

Fonte: CNC

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PIX faz 2 meses: Comércio vê adesão crescer entre microempresas

O comércio varejista se apropriou rápido das facilidades do PIX, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que completou neste sábado (16) dois meses de funcionamento. Com os recebimentos ocorrendo em até dez segundos, os lojistas goianos, principalmente microempreendedores, que têm acesso direto para conferir o crédito na conta da empresa, comemoram a chance de gerar fluxo de caixa e capital de giro numa fração de tempo bem menor, por exemplo, do que as 48 horas necessárias para compensação dos boletos.

Usando PIX, os estabelecimentos comerciais também encontraram uma alternativa para economizar nas taxas de maquininhas de cartão. É o que ocorre na loja de capinhas de celular da empreendedora Brunna Sandoval, onde as entradas via PIX já representam 30% da receita mensal da empresa. A cada R$ 1 mil em compras pagas com o novo sistema, a loja economiza R$ 20 em taxas administrativas que seriam cobradas em operações com cartão de crédito.

“Além da economia, tem também a praticidade. Tudo acontece muito rápido e, por isso, é cada vez maior a preferência dos clientes pelo PIX”, analisa Brunna Sandoval. E Juliana Castro, dona de uma shakeria em Aparecida de Goiânia, também diz que notou uma rápida adesão dos clientes ao PIX. “É igual ao cartão de crédito, já não dá para não oferecer essa forma de pagamento.”

No primeiro mês do PIX, o sistema movimentou R$ 83,4 bilhões no País. Foram mais de 92 milhões de transações, conforme anunciou o Banco Central no balanço parcial do sistema.

Para o presidente da FCDL-GO (Federação das Câmaras de

Presidente Valdir Ribeiro: PIX tende a se popularizar entre microempresas – Foto: CDL Goiânia

Dirigentes Lojistas do Estado de Goiás), Valdir Ribeiro, a criação do PIX, somada à popularização dos bancos digitais, tende a acirrar a disputa das instituições bancárias pelas empresas do comércio varejista. No entendimento de Valdir, isso deve provocar a queda no valor das taxas administrativas e, consequentemente, possibilitar a venda de mercadorias com valores mais atrativos.

“É um ciclo no mercado: se baixa o valor da matéria-prima, o fornecedor vende com preços mais vantajosos, criando condições para o lojista oferecer seus produtos com valores competitivos. Um dia, uma startup aproveitou a chance e revolucionou o serviço de transporte privado de passageiros; foi um marco nessa indústria. Agora, é hora de reinventar o sistema de pagamentos, gerando economia de tempo e dinheiro para as empresas e os consumidores”, conclui Valdir.

Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO

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Especialistas analisam cenários no varejo pós-auxílio emergencial

O planejamento para o primeiro trimestre de 2021 é um desafio para todos os gestores de empresas, sejam elas grandes ou pequenas. Afinal, não dá para saber quando, de fato, voltaremos à vida normal (e se isso algum dia irá acontecer). O varejo, com a possibilidade de novos lockdowns acontecerem, pode sofrer ainda mais.

Motivos para essas incertezas não faltam. As dúvidas sobre o desempenho desse setor nos próximos três meses passam pelo fim do auxílio emergencial, benefício que foi essencial para o sustento do comércio no ano passado.

O resultado das vendas nos primeiros meses até março será pressionado por uma base de comparação forte, já que o primeiro trimestre do ano passado foi bom e as coisas só começaram a desandar na segunda quinzena de março.

“O cenário do primeiro trimestre ainda carrega uma dose grande de incerteza e imprevisibilidade”, avalia Alberto Serrentino, especialista em varejo e fundador da consultoria Varese Retail.

Ele prevê um resultado ruim para o varejo nos primeiros meses do ano por causa da forte base de comparação e da falta de confiança dos consumidores e empresários diante das incertezas sobre a vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Tudo isso se soma ao fim do auxílio emergencial.

A importância do auxílio emergencial

Depois de um tombo de 16,6% nas vendas em abril, o varejo registrou crescimento por cinco meses consecutivos até setembro, quando o volume de vendas já era 0,9% superior ao patamar observado no mesmo mês do ano anterior.

Os últimos dados divulgados pelo governo federal sobre o auxílio emergencial dão conta de um repasse de R$ 288,7 bilhões a quase 68 milhões de brasileiros.

“O auxílio emergencial foi essencial para o desempenho do varejo em 2020. Tivemos a reação do varejo em uma curva em ‘V’ quase perfeita”, afirma Serrentino.

O principal programa de transferência de renda do Brasil é o Bolsa Família. De 2016 a 2019, o programa distribuiu R$ 117,22 bilhões a seus beneficiários, valor que equivale a menos da metade do distribuído pelo auxílio emergencial em menos de um ano.

A injeção de liquidez sem precedentes para uma camada da população que poupa muito pouco – porque, na maioria das vezes, não consegue – se transformou em consumo e impulsionou as vendas do comércio em um ano de crise econômica.

É claro que nem tudo são flores: o consumo das famílias ainda não se recuperou do tombo de 11,3% observado no segundo trimestre – no terceiro tri cresceu 7,6% –, o que mostra que o nível de consumo poderia estar mais alto, mas nada mau para um ano marcado por uma pandemia que matou quase 200 mil brasileiros.

Céu nublado pela frente

Mas a ajuda encolheu – passou de R$ 600 para R$ 300 – e agora acabou. “A redução teve um reflexo no consumo, porque você perde renda e é um valor significativo – praticamente quatro vezes o valor médio pago pelo Bolsa Família”, comenta Serrentino.

O fim do auxílio coincide com um trimestre que, historicamente, é mais fraco em vendas. Tem a ressaca do fim de ano, depois das compras de Natal e Black Friday, um salário “normal”, sem a ajudinha do 13º e boletos importantes, como IPTU, IPVA e despesas com a educação dos filhos.

Um ou outro setor do varejo pode estar otimista para 2021, como o e-commerce, que teve um boom de investimentos e novos entrantes nos últimos meses. Mas basta analisar indicadores como desemprego, renda e confiança do consumidor, que impactam diretamente o desempenho do varejo, para ver que o horizonte continua nublado.

Começando pelo desemprego: o Brasil vive sua pior crise quando o assunto é emprego. No trimestre encerrado em agosto do ano passado, o desemprego no Brasil saltou para uma taxa recorde de 14,6%.

Sobre a renda, um estudo da FGV Social mostra que o ganho individual do brasileiro teve uma queda média de 20,1% entre maio e junho deste ano.

O último pilar que sustenta o tripé do consumo, a confiança do consumidor, também não anima muito. Em dezembro, a Fundação Getúlio Vargas mostrou que o Índice de Confiança do Consumidor caiu 3,2 pontos e chegou a 78,5 pontos. Quando o indicador fica abaixo 100 pontos, mostra que o consumidor está pessimista com a situação atual da economia.

Enquanto mais de 40 países começaram a vacinar sua população, o Brasil não tem previsão para o início da vacinação, o que contribui com o pessimismo dos consumidores.

Houve ainda piora da percepção dos consumidores em relação ao mercado de trabalho. “O comportamento mais cauteloso está relacionado principalmente a uma percepção de dificuldade de se obter emprego: 97,5% dos consumidores avaliam que está difícil obter emprego no momento, fazendo com que o indicador atinja o menor nível dos últimos 16 anos”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora de Sondagens da FGV.

E o varejista pequeno?

Nem só de Carrefour, Mercado Livre e GPA vive o varejo brasileiro. O supermercado de bairro, o e-commerce de moda que gera receita no Instagram e a lojinha de capas e acessórios para smartphones também entram nessa equação. E são justamente esses os que mais devem ter dificuldades no começo deste ano.

“O varejista depende muito das pequenas vendas da semana e não tem tradição de fazer grandes planejamentos”, explica Mauricio Morgado, coordenador do Centro de Excelência em Varejo da FGV.

A última pesquisa Pesquisa Anual do Comércio (PAC), feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é de 2017, mas ainda é possível entender o tamanho das micro, pequenas e médias empresas no varejo brasileiro.

Segundo o IBGE, as MPMEs representam 96,7% das empresas do setor e foram responsáves por 35,5% do faturamento total do varejo em 2017, com receita de R$ 724,3 bilhões. Segundo Morgado, os dados ainda são relevantes para entender o cenário atual do varejo. No geral, os pequenos negócios geraram 50% dos empregos formais – o que sobe ainda mais, se contarmos os trabalhadores que não possuem registro na carteira.

O mercado ainda não conheceu o resultado de dezembro. Se as vendas de Natal não foram tão boas quanto o esperado, devemos ver com frequência placas de saldão, queima de estoque e “leve 3, pague 2” nas vitrines, especialmente dos pequenos varejistas.

“As vendas de Natal talvez segurem essas promoções, mas as pessoas não receberam o 13º na quantia em que estão habituadas. Não sou otimista em relação ao Natal”, diz Morgado.

Para o primeiro trimestre, a dica é ficar ainda mais atento ao fluxo de caixa, “que é o que quebra uma empresa”. O especialista aconselha que os varejistas acompanhem todas as entradas e saídas e não relaxem no controle de despesas fixas, como aluguel, funcionários, água e luz. Aqui, a dica é negociar para tentar cortar custos.

Fonte: CNN Brasil

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Em artigo, especialista analisa desafios do varejo físico no curto prazo

Consultor jurídico do Sindilojas-SP e autor do livro Shopping Centers – Limites na liberdade de contratar, Daniel Cerveira assina artigo publicado no jornal Estadão no qual aponta os desafios do varejo físico no curto prazo. Confira abaixo o texto na íntegra.

O crescimento do PIB do Brasil no terceiro trimestre de 2020 de 7,7% está longe representar algum alento para o varejo físico, incluindo bares, restaurantes, academias e outros serviços, especialmente com relação aos pequenos e médios lojistas. As vendas continuam abaixo dos patamares anteriores à pandemia e alguns segmentos têm experimentado um cenário ainda mais desvantajoso.

Em que pese os esforços das empresas na redução dos custos fixos, o fato é que parece que o setor está vivendo uma tempestade perfeita, que envolve a diminuição do faturamento das lojas, escassez de produtos, além da retirada dos descontos concedidos pelos locadores dos pontos comerciais, especialmente os de espaços em shopping centers. Ainda com relação ao custo de ocupação, oriundo dos contratos de locação dos estabelecimentos, os comerciantes estão sofrendo com a disparada dos índices contratuais de reajuste dos aluguéis IGP-M e IGP-DI, ambos conferidos pela Fundação Getúlio Vargas. Hoje no acumulado dos últimos 12 meses os referidos indexadores estão beirando 25% de aumento. Isto é, os locativos dos lojistas, quando da incidência do reajuste, serão majorados nesta base, o que é totalmente fora da realidade do ponto de vista de valor de mercado e inviável economicamente. A título de comparação, o IPCA/IBGE, indexador que mede a inflação oficial do nosso país, atingiu o percentual positivo de 4,31% nos últimos 12 meses.

Vale lembrar que as companhias estavam em uma fase de recuperação e, desde março de 2020, estão sendo impactadas pelas quarentenas e perdendo mercado para o e-commerce. Ademais, uma boa parte das empresas já usou o capital angariado em empréstimos bancários e agora enfrenta problemas de fluxo de caixa. Fechando o tabuleiro, as projeções de vendas a contar de janeiro de 2021 são péssimas, em vista do encerramento do programa de ajuda emergencial e alta taxa de desemprego.

Nessa esteira, atualmente observamos, mesmo em grandes corredores comerciais da cidade de São Paulo, por exemplo, um enorme número de imóveis desocupados. Segundo a CNC – Confederação Nacional do Comércio, de abril a junho de 2020, encerraram as operações cerca de 135 mil lojas, com previsão de fechamento de cerca de 88,7 mil estabelecimentos em 2020.

Cumpre ressaltar que fechar as portas não significa resolver todos os problemas, ou seja, a partir de então o comerciante precisará administrar os passivos consequentes. Ademais, desocupar o ponto comercial pode significar nunca mais a marca voltar ao local, o que é sempre prejudicial. Outra realidade imposta pelas circunstâncias, especialmente nos casos de operações instaladas em shopping centers, é o aumento no número de ajuizamentos da ação renovatória de contrato de locação, uma vez que os locadores se recusam a reduzir os aluguéis nas negociações.

Com efeito, o Código Civil Brasileiro traz artigos que cuidam da possibilidade de revisão judicial e da rescisão dos pactos sem ônus, quando ocorre um fato imprevisível e extraordinário que desequilibre a relação, gerando onerosidade excessiva para um lado e vantagem extrema para outro, bem como na hipótese em que “sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução”.

Neste contexto, partindo-se do entendimento de que o surgimento da Covid-19 e suas consequências configuram fatos imprevisíveis e extraordinários, as eventuais partes prejudicadas pelos eventos que não conseguirem chegar em um acordo com seus locadores poderão demandar junto ao Poder Judiciário os direitos que julgarem devidos, desde que demonstrem estar presentes os requisitos acima mencionados.

O legislador também foi instado a contribuir no tema, sendo promulgadas leis direcionadas a proteger as companhias. Neste aspecto, destaca-se a Lei 14.010/20, conhecida como a Lei da Pandemia, a qual positivou a aplicação da Teoria da Imprevisão no cenário da Covid-19, conforme seus artigos 6º e 7º.

Por fim, como a pandemia do novo Coronavírus refletiu na inflação apurada pelo o IGP-M e o IGP-DI, defendo que os inquilinos também estão autorizados a utilizar a ação de revisão de contrato para evitar as aplicações destes indexadores.

Por Daniel Cerveira – sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Associados Advogados Associados, consultor jurídico do Sindilojas-SP, autor do livro Shopping Centers – Limites na liberdade de contratar e professor dos cursos MBA em Varejo e Gestão de Franquias da FIA – Fundação de Instituto de Administração e da Pós-Graduação em Direito Imobiliário do Instituto de Direito da PUC/RJ

Fonte: Estadão

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Vendas do comércio crescem 0,6% em setembro, diz IBGE

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 0,6% na passagem de agosto para setembro deste ano. Essa é a quinta alta consecutiva do setor, que vem apresentando avanços desde maio.

Com isso, o patamar do comércio varejista, que já havia atingido seu nível recorde no mês de agosto, continua em crescimento. Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio foram divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As vendas do comércio também tiveram alta de 2,8% na média móvel trimestral, de 7,3% na comparação com setembro de 2019 e de 0,9% no acumulado de 12 meses. No acumulado do ano, apresenta estabilidade.

Na comparação com agosto deste ano, houve alta em cinco das oito atividades pesquisadas: livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (8,9%); combustíveis e lubrificantes (3,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,1%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (1,1%) e móveis e eletrodomésticos (1%).

Três atividades tiveram queda no período: tecidos, vestuário e calçados (-2,4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%); e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%).

No varejo ampliado, que também analisa os segmentos de veículos e de material de construção, o volume de vendas cresceu 1,2% em relação a agosto deste ano, também a quinta variação positiva consecutiva. Os veículos, motos, partes e peças tiveram crescimento de 5,2% e os materiais de construção, de 2,6%.

O varejo ampliado também teve altas de 4% na média móvel e de 7,4% na comparação com setembro de 2019. Mas teve quedas de 3,6% no acumulado do ano e de 1,4% em 12 meses.

Na receita nominal, o comércio varejista teve altas de 2,1% na comparação com agosto, de 13,4% em relação a setembro de 2019, de 3,6% no acumulado do ano e de 4,2% no acumulado de 12 meses.

Fonte: Agência Brasil

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Intenção de consumo das famílias volta a crescer após cinco quedas

A Intenção de Consumo das Famílias, medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aumentou 1,3% em setembro, após cinco quedas consecutivas, e subiu a 67,6 pontos.

Mesmo com a alta, o índice registrou o pior desempenho para um mês de setembro desde o início da série histórica, em janeiro de 2010. Além disso, no comparativo anual, houve recuo de 26,9% – a sexta retração seguida nesta base comparativa. O indicador está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde abril de 2015.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a flexibilização do funcionamento dos estabelecimentos comerciais tem ajudado na recuperação do consumo dos brasileiros. “As famílias têm se revelado mais satisfeitas diante das novas regras de abertura do comércio, mesmo que o momento atual ainda exija cautela”, disse, em nota, Tadros.

Retração de renda

O único indicador relativo ao momento atual que apresentou retração foi o relacionado à renda (-1,1%). O item acumulou a sexta queda seguida e caiu a 76,5 pontos – o menor patamar da série histórica.

“A renda continua sendo um fator sensível para as famílias, mesmo tendo melhora nas percepções em relação ao mercado de trabalho, que se tornaram menos negativas”, afirmou Catarina Carneiro da Silva, economista da CNC responsável pelo estudo.

O subíndice que mede a satisfação dos consumidores com relação ao emprego voltou a registrar crescimento (+0,3%), após cinco quedas seguidas, e fechou o mês como o item de pontuação mais elevada (85,7 pontos).

Em relação às condições de consumo, o subíndice consumo atual voltou a apresentar crescimento (+1,6%), após cinco quedas consecutivas, chegando a 50,7 pontos. O item acesso ao crédito seguiu o mesmo caminho, registrando aumento mensal de 0,8% – depois de quatro recuos seguidos – e atingindo 81,1 pontos.

Com relação à perspectiva de consumo, houve leve retração mensal (-0,1%), o que, segundo Catarina, “mostra que, apesar da melhora na percepção de consumo atual, as famílias continuam seletivas com sua renda”.

Fonte: Agência Brasil

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Itens mais desejados na Semana Brasil impulsionaram vendas do comércio em julho

Os ramos do comércio varejista que mais devem faturar em Goiás na Semana Brasil 2020 (vestuário, celulares, eletroeletrônicos, calçados e móveis), segundo enquete feita pela FCDL-GO (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas) com as CDLs do estado, estão também entre os setores que puxaram as vendas no varejo brasileiro em julho, conforme apurou o IBGE na PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) divulgada ontem (10).

Entre oito segmentos avaliados, apenas um deles não registrou crescimento no volume de vendas, na comparação com junho deste ano. Segundo a PMC, as atividades que mais expandiram as vendas em julho, em âmbito nacional, foram as de livros, jornais, revistas e papelaria (26,1%); tecidos, vestuário e calçados (25,2%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (11,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%); combustíveis e lubrificantes (6,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,0%); e móveis e eletrodomésticos (4,5%).

O único segmento que ficou estagnado em julho, no quesito volume de vendas, foi o de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%). “As vendas de artigos de vestuário, celulares, eletroeletrônicos, calçados e móveis geralmente têm mais fluidez, em relação a outras atividades, por conta do uso e da substituição frequente desses itens no guarda roupas e nas casas dos brasileiros. Estamos sempre renovando nosso visual e a decoração das nossas residências e, para isso, recorremos sempre ao comércio varejista, que parece já superar os meses mais turbulentos da crise da Covid-19”, analisa o presidente da FCDL-GO, Valdir Ribeiro.

Terceiro mês seguido de alta nas vendas

O comércio varejista em Goiás registrou em julho o 3º mês seguido com resultado positivo nas vendas, apesar dos efeitos econômicos da pandemia de Covid-19. A comercialização de produtos e serviços cresceu 1,8% em relação ao mês anterior, acompanhando as altas ocorridas em junho (4,9%) e maio (19,8%), conforme indicado na PMC de julho/2020.

Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO

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Dia dos Pais deve movimentar R$ 18 bilhões no varejo

Embora os efeitos da crise causada pela Covid-19 ainda estejam impactando negativamente na renda da população e no cenário de desemprego elevado, 58% dos brasileiros pretendem presentear no Dia dos Pais este ano, o que significa que 91,2 milhões de consumidores devem ir às compras. É o que aponta pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) em parceria com a Offer Wise.

Apesar de representar uma queda de 9 p.p. nas intensões de compra em comparação ao ano passado, a data deve movimentar R$ 17,9 bilhões na economia. O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca a importância da data para o setor varejista, que ainda sofre as consequências do fechamento das lojas como medida de enfrentamento à disseminação da Covid-19.

“Empresas de diversos segmentos considerados não essenciais se viram obrigadas a baixar suas portas em todo o país, impactando não apenas o faturamento das empresas, como ainda o emprego e o nível de renda. O momento é o de reabertura do comércio em diversas cidades do país, e saber que boa parte da população pretende ir às compras traz alívio ao setor e ao processo de retomada econômica”, afirma Costa.

Apesar da boa notícia para o setor, a pesquisa mostra que o consumidor brasileiro está cauteloso na hora de ir às compras. A maioria dos entrevistados garante que espera gastar o mesmo valor que o último ano com os presentes (37%), enquanto o percentual daqueles que esperam gastar mais passou de 26% na pesquisa de 2019 para 18% na pesquisa deste ano, uma queda de 8 pontos percentuais.

Por outro lado, a fatia dos que pretendem gastar menos saltou de 21% para 34%. Os motivos mais citados para a redução dos gastos são o fato de querer economizar (45%), estar com o orçamento apertado (39%), as incertezas com relação ao cenário econômico (34%) e ter tido redução na renda (30%).

Internet será principal local de compra

O fechamento de boa parte do comércio em todo o país, somado à insegurança de grande parte da população em retornar às lojas físicas levaram a um aumento das compras pela internet e também no número de empresas que abriram canais on line de venda e atendimento ao consumidor.

De acordo com a pesquisa, 39% dos consumidores realizará suas compras pela internet, enquanto 24% afirmam que farão em shopping centers e 16% em lojas de departamento. Entre os que pretendem realizar compras pela internet, 79% farão via sites, 58% em aplicativos e 19% no Instagram. 79% pretendem pesquisar preços antes de fazer as compras, seja pela internet (78%) ou em lojas físicas (65%).

O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca a importância dos lojistas se adaptarem à nova realidade trazida pela pandemia da Covid-19, principalmente na adoção de protocolos de segurança.

“Estamos passando por um momento de mudança de comportamentos e o varejo tem papel fundamental nessa reconstrução. Os lojistas têm se adaptado para oferecer um ambiente seguro aos consumidores e trabalhadores. A CNDL tem auxiliado os empresários nessa adaptação com campanhas de utilização dos protocolos de segurança. Além disso, o consumo passou por mudanças estruturais que exigirão dos empresários resiliência, adaptabilidade e comprometimento. Mesmo aquele pequeno lojista que não tem e-commerce pode encontrar alternativas para atender aos seus clientes, como divulgar nas redes sociais e fazer atendimento pelo WhatsApp. Ainda dá tempo do empresário buscar novos caminhos na internet, o consumidor quer comodidade e segurança”, afirma Costa.

Roupas e perfumes serão os presentes mais procurados

Os presentes mais procurados por quem vai presentear serão as roupas (48%), os perfumes/cosméticos (33%), calçados (28%) e os acessórios (26%). A maior parte dos entrevistados afirma que pretende fazer as compras na primeira semana de agosto (52%). Por outro lado, 24% pretendiam ir às compras ainda no mês de julho e 8% deixarão para a última hora e comprarão o presente no fim de semana do Dia dos Pais. Em média, os consumidores pretendem gastar R$ 196 ao todo. 79% pretendem pagar o presente à vista, principalmente no dinheiro (46%) e no cartão de débito (28%).

Quando perguntados sobre quais são os fatores que mais influenciam na escolha do local de compra dos presentes, a maior parte dos consumidores (47%) menciona o preço como fator determinante, seguido das promoções e descontos (37%), da qualidade dos produtos oferecidos (35%) e do frete grátis (28%).

“Diante da crise que vivemos, o consumidor está cauteloso para consumir e é importante o lojista oferecer opções de menor custo e conveniência para presentear nas datas comemorativas. O momento é de se adaptar, estar disponível em diversos canais de atendimento, oferecer entregas e alternativas que tornem a compra mais conveniente e segura para o consumidor”, José César da Costa.

Fonte: Sistema CNDL