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CNDL manifesta repúdio categórico ao fim da escala 6×1

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Varejo alerta que a votação do tema em ano eleitoral é uma catástrofe econômica e social

Confederação sinaliza para prejuízos como desemprego massivo, explosão da informalidade, fechamento de empresas e empobrecimento generalizado - Arte: CNDL
Confederação sinaliza para prejuízos como desemprego massivo, explosão da informalidade, fechamento de empresas e empobrecimento generalizado - Arte: CNDL

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), representando milhões de empreendedores, lojistas e comerciantes por meio das Federações e Câmaras de Dirigentes Lojistas em todo Brasil, manifesta seu repúdio veemente e categórico ao “Fim da Escala 6×1” previsto na PEC 8/2025 apensada à PEC 221/2019 em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados que propõe a redução abrupta da jornada de trabalho para o modelo 4×3, alterando o artigo 7º, inciso XIII da Constituição Federal.


Esta não é uma manifestação corporativa de resistência a mudanças. É um alerta técnico fundamentado do setor produtivo que paga os impostos, gera empregos e renda no país, a proposta que, embora motivada por legítimas aspirações de qualidade de vida, funcionaria como um “bumerangue sobre o bem-estar dos trabalhadores”, produzindo exatamente os efeitos contrários aos prometidos: desemprego massivo, explosão da informalidade, fechamento de empresas, empobrecimento generalizado e a utilização do tempo livre para ocupações de complementação de renda ao invés do almejado descanso.


O Brasil não está pronto: O Paradoxo da Produtividade


A produtividade do trabalhador brasileiro, por exemplo, equivale a apenas 25% da produtividade do trabalhador norte-americano. Em valores monetários, uma hora de trabalho no Brasil gera cerca de US$ 17-20, contra US$ 65-85 nos países da OCDE. Isso não reflete falta de dedicação ou empenho dos brasileiros, mas sim déficit estrutural de capital, tecnologia, infraestrutura e qualificação.


A tentativa de reduzir a jornada de trabalho de forma açodada e ainda mais em ano eleitoral, sem antes resolver os gargalos estruturais da produtividade (Custo Brasil, em pleno momento de adequação à complexidade da nova Reforma Tributária, déficit de infraestrutura e limitações de capital humano), é colocar “o carro na frente dos bois”. A experiência internacional, especialmente a europeia, demonstra categoricamente que a redução da jornada é uma conquista obtida como consequência do aumento da produtividade, e não como sua causa.


Alertamos a sociedade e conclamamos os parlamentares no Congresso Nacional para a REJEIÇÃO da PEC 221/2019 e seus apensados. A CNDL defende o diálogo técnico, não a imposição política e nem a votação em pleno ano eleitoral.


Brasília, 10 de fevereiro de 2026


CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE DIRIGENTES LOJISTAS


Fonte: CNDL



 
 
 
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