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PIX faz 2 meses: Comércio vê adesão crescer entre microempresas

O comércio varejista se apropriou rápido das facilidades do PIX, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que completou neste sábado (16) dois meses de funcionamento. Com os recebimentos ocorrendo em até dez segundos, os lojistas goianos, principalmente microempreendedores, que têm acesso direto para conferir o crédito na conta da empresa, comemoram a chance de gerar fluxo de caixa e capital de giro numa fração de tempo bem menor, por exemplo, do que as 48 horas necessárias para compensação dos boletos.

Usando PIX, os estabelecimentos comerciais também encontraram uma alternativa para economizar nas taxas de maquininhas de cartão. É o que ocorre na loja de capinhas de celular da empreendedora Brunna Sandoval, onde as entradas via PIX já representam 30% da receita mensal da empresa. A cada R$ 1 mil em compras pagas com o novo sistema, a loja economiza R$ 20 em taxas administrativas que seriam cobradas em operações com cartão de crédito.

“Além da economia, tem também a praticidade. Tudo acontece muito rápido e, por isso, é cada vez maior a preferência dos clientes pelo PIX”, analisa Brunna Sandoval. E Juliana Castro, dona de uma shakeria em Aparecida de Goiânia, também diz que notou uma rápida adesão dos clientes ao PIX. “É igual ao cartão de crédito, já não dá para não oferecer essa forma de pagamento.”

No primeiro mês do PIX, o sistema movimentou R$ 83,4 bilhões no País. Foram mais de 92 milhões de transações, conforme anunciou o Banco Central no balanço parcial do sistema.

Para o presidente da FCDL-GO (Federação das Câmaras de

Presidente Valdir Ribeiro: PIX tende a se popularizar entre microempresas – Foto: CDL Goiânia

Dirigentes Lojistas do Estado de Goiás), Valdir Ribeiro, a criação do PIX, somada à popularização dos bancos digitais, tende a acirrar a disputa das instituições bancárias pelas empresas do comércio varejista. No entendimento de Valdir, isso deve provocar a queda no valor das taxas administrativas e, consequentemente, possibilitar a venda de mercadorias com valores mais atrativos.

“É um ciclo no mercado: se baixa o valor da matéria-prima, o fornecedor vende com preços mais vantajosos, criando condições para o lojista oferecer seus produtos com valores competitivos. Um dia, uma startup aproveitou a chance e revolucionou o serviço de transporte privado de passageiros; foi um marco nessa indústria. Agora, é hora de reinventar o sistema de pagamentos, gerando economia de tempo e dinheiro para as empresas e os consumidores”, conclui Valdir.

Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO

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Adesão ao Pix surpreendeu positivamente, diz BC

Em quase um mês de funcionamento pleno, o Pix, novo sistema de pagamentos do Banco Central (BC), atingiu a marca de 106 milhões de chaves cadastradas. A informação é do presidente do BC, Roberto Campos Neto, que participou ontem (10) de evento virtual.

Segundo ele, a adesão à ferramenta, que permite transferências sem custos a pessoas físicas em até dez segundos, surpreendeu “positivamente” a autoridade monetária.

“O número de operações diárias hoje, eu, honestamente, que era mais otimista, achava que ia levar alguns meses. Talvez mais de um ano. Mas a gente atingiu em algumas semanas”, declarou Campos Neto, ao receber premiação em cerimônia virtual do Prêmio Destaque 2020 do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).

As 106 milhões de chaves, explicou Campos Neto, equivalem a 44 milhões de pessoas e 3 milhões de empresas. Cada pessoa física pode cadastrar até cinco chaves Pix por instituição financeira. Para pessoas jurídicas, o limite aumenta para 20.

Segundo Campos Neto, o Pix continua atraindo o interesse da população, com cerca de 1 milhão de chaves cadastradas diariamente. “Isso mostra que as pessoas ainda estão engajadas”, comentou.

Fonte: Agência Brasil

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Pix terá pagamentos programados e troco em dinheiro

O Pix, sistema que pagamentos instantâneos, terá novas funcionalidades no futuro, como pagamentos programados e troco em dinheiro. A afirmação é do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que lançou hoje (16) a operação plena do Pix, que até ontem estava em fase de testes.

Segundo Campos Neto, o sistema permitirá o chamado cashback ( em inglês, dinheiro de volta). Ou seja, o consumidor poderá pagar uma compra em uma loja com Pix e receber o troco em dinheiro.

No evento virtual de lançamento do Pix, Campos Neto destacou que o novo sistema é democrático por levar a tecnologia a todos os lugares, e reduz os custos das operações. “O Pix é rápido, barato, seguro, transparente e aberto”, disse.

Por reduzir os custos, como, por exemplo, com transporte de dinheiro, o presidente do BC disse que o novo sistema viabiliza pequenos negócios.

Além disso, ressaltou que o sistema é seguro. “O dinheiro passa a ser rastreado, reduz várias práticas de crime como lavagem de dinheiro”, afirmou.

Troco

Em entrevista coletiva virtual, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello, disse que o pagamento com troco e o programado estarão disponíveis no primeiro semestre de 2021. Também será lançado o “Pix Garantido”, que vai funcionar como o parcelamento no cartão de crédito.

“O Pix Garantido será irrevogável, um produto de crédito, assim como se faz com o cartão de crédito. No cartão, as compras parceladas são garantidas pelo banco emissor do cartão de crédito”, disse o diretor.

Instabilidades

O diretor de Política Monetária, Bruno Serra Fernandes, negou que tenha ocorrido instabilidade hoje (16) com o novo sistema em pleno funcionamento. “Hoje, o sistema está 100% operacional. Há um percentual pequeno de rejeição [de transferências], assim como acontece com TED e DOC”, afirmou. A rejeição pode ocorrer por erro nos dados ao tentar fazer o pagamento.

De acordo com o Banco Central, há 72 milhões de chaves cadastradas no Pix, mas é possível fazer transferência sem o cadastramento. Entretanto, o cliente terá que digitar todos os dados, como nome completo, CPF (Cadastro de Pessoas Físicas), número de conta e banco para fazer a transferência ou o pagamento pelo Pix. “A chave facilita”, disse Mello.

Imposto sobre transações digitais

Campos Neto negou que o Pix possa ser usado pelo governo para implementar tributo sobre transações digitais. “A criação do Pix não tem nada ver com nenhuma intenção de cobrar imposto, mesmo porque a estimativa é que o Pix vai chegar a 20%, 25% dos pagamentos. Se alguém quiser cobrar imposto, será sobre mais de 25%. Não é o Pix que vai fazer o imposto existir ou não. A ideia do Pix é facilitar vida das pessoas”, explicou o presidente do BC.

Whatsapp

O presidente do BC afirmou ainda que o WhatsApp, aplicativo de mensagens instantâneas e chamadas de voz do Facebook, participará do mercado de pagamentos do Brasil “em breve”. Ele acrescentou que tem mantido conversas também com o Google.

Segundo Campos Neto, o WhatsApp vai oferecer inicialmente transferências de valores entre pessoas, o que é chamado de P2P (peer to peer, em inglês).

Observou que queria “deixar claro” que o BC estimula “todo e qualquer sistema de pagamentos que seja competitivo hoje e que será competitivo no futuro”.

Fonte: Agência Brasil

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Seis benefícios que o PIX trará ao seu negócio

Até o fim de outubro, o processo de cadastramento de chaves do PIX teve aderência de mais de 50 milhões de pessoas, segundo o Banco Central (BC). Esse é um grande indicativo de como o novo sistema de pagamentos instantâneos se tornará uma opção valiosa para pessoas e empresas. Vale lembrar que pessoas jurídicas poderão ter até 20 chaves cadastradas. O sistema entra plenamente em vigor no dia 16 de novembro.

Confira a seguir como o PIX pode beneficiar as vendas e o caixa do seu negócio.

Disponibilidade plena de recursos

As micro e as pequenas empresas são as que mais têm dificuldades para conseguir manter o seu fluxo de caixa saudável. Isso ocorre, porque as vendas nem sempre são recebidas de forma imediata.

Para as vendas realizadas com o boleto bancário, o lojista precisa esperar a sua compensação para ter o valor disponível. Caso o pagamento seja realizado nos fins de semana e feriados, os valores serão creditados somente no próximo dia útil. Nas vendas por meio do cartão de crédito, os valores estarão disponíveis em até 30 dias após a data da compra. A maior inovação do PIX será a disponibilização total dos recursos em até dez segundos, independentemente do dia e da hora.

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No PIX, a proposta é de que não sejam impostos limites de valores para pagamentos e transferências, como ocorre com DOC [Documento de Crédito]. No entanto, as instituições bancárias podem estabelecer limites como forma de mitigar fraudes e combater a lavagem de dinheiro, mas esses valores não poderão ser inferiores aos estabelecidos pelas demais modalidades de transferências.

Mais barato e eficiente

O PIX reduzirá os custos financeiros e operacionais, aumentando o controle de recebimentos, proporcionando mais rapidez na fila do caixa e transações mais baratas, diminuindo a necessidade de troco, e trazendo mais segurança para o comércio, por ser uma operação totalmente digital, sem movimentação de dinheiro físico.

O PIX não acabará com as demais modalidades de pagamentos, mas os benefícios, como baixo custo e segurança, farão com que ganhe mercado. Com mais agentes financeiros participando, a expectativa é de que a concorrência seja acirrada, o que vai refletir na melhoria dos serviços e na redução dos custos bancários.

A expectativa do BC é de que o custo médio para realizar as operações entre pessoas jurídicas seja relativamente menor do que o cobrado em DOCs, TEDs [Transferência Eletrônica Disponível] e até mesmo em cartões de crédito e de débito. O custo do PIX para os bancos e fintechs será de R$ 0,01 a cada dez transações efetuadas. Nas operações entre pessoas físicas, o PIX será gratuito.

Usabilidade simplificada para as lojas

Com o PIX, o empresário terá facilidade para controlar o fluxo de caixa, uma vez que os valores serão unificados em um extrato, o que vai facilitar a contabilização, inclusive permitindo uma melhor gestão do estoque.

Os pagamentos poderão ser realizados via chave PIX ou por meio dos códigos QR dinâmicos ou estáticos. O estático pode ser utilizado em diversas transações, como em transferências entre duas pessoas. Para o pagamento de compras, o dinâmico deve se mostrar mais funcional, pois cada operação apresentará informações distintas – e, ainda, deve permitir a inclusão de dados adicionais.

O pagamento em tempo real também vai agilizar a entrega das mercadorias, melhorando a experiência do consumidor, mas exigirá que o comerciante esteja acompanhando constantemente os estoques. Imagine a seguinte situação: o cliente paga e o dinheiro é transferido na hora, mas a loja não tem o produto. Por mais que se apresse para corrigir o erro, a credibilidade do negócio é afetada.

Abrangência

O PIX abrange todos os tipos de pagamento e transferências, envolvendo operações entre pessoas físicas, empresas e governo. Será possível pagar um boleto, por exemplo, por meio do código QR. Também será possível pagar tributos federais pelo PIX. O BC fez uma parceria com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para permitir que a conta de luz seja paga via PIX.

Impactos positivos para o comércio eletrônico

Com o boleto bancário, há o risco de o consumidor abandonar o carrinho de compras e desistir do pedido. Na Black Friday, por exemplo, não é incomum o consumidor adicionar diversos produtos na cesta e gerar um boleto para pagar dias depois, somente para garantir que não perderá o produto nesse espaço de tempo. Se ele desistir, a loja perderá tanto essa venda quanto a oportunidade de outro cliente ter levado a mercadoria. Com o PIX, essa prática pode mudar. Aliás, o e-commerce pode adotar uma boa estratégia com o PIX pensada para a Black Friday.

Contudo, é importante ter em mente que não é apenas o boleto “abandonado” que pode levar à desistência do pedido, mas diversos fatores, como preço, falhas no sistema, exigência de muitos dados na hora de fechar a compra, etc.

Possibilidade de saques no varejo

O BC deve possibilitar o saque no varejo a partir do segundo trimestre de 2021. Isso pode beneficiar o reúso do dinheiro dentro dos próprios estabelecimentos, sobretudo em regiões onde não houver caixas eletrônicos disponíveis. Ainda não está definido como isso funcionará de fato, mas essa abertura de possibilidade deve gerar um upgrade tecnológico em pequenos negócios, de forma a tornar a experiência do consumidor muito mais confortável e prática.

Fonte: Fecomércio-SP

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CNDL pede ao BC que linhas de crédito cheguem aos empresários

O presidente da CNDL, José César da Costa, participou nesta segunda-feira (29) da Reunião das Instituições dos Comitês de Comércio e Serviços com o presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto. Coordenado pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, o encontro virtual tratou das medidas de enfrentamento dos efeitos econômicos em razão da pandemia da Covid-19.

Participaram da agenda mais de 58 associações. A CNDL foi a primeira e uma das cinco entidades a encaminhar as perguntas ao presidente do BC.

Roberto Campos Neto demonstrou que o preço médio do crédito está caindo, mas não significa que todos estão tendo acesso a spreads baixos.

O presidente do Banco Central destacou ainda que “grande parte das novas contratações de crédito têm sido junto a instituições privadas e não com bancos públicos, mas a linha de crédito do Pronampe com a Caixa tende a melhorar esse acesso junto aos bancos públicos”.

Campos Neto enfatizou ainda que o BC tem como função garantir a liquidez e que o crédito flua, mas não concede o crédito direto para as empresas, isso é feito por meio da intermediação das instituições financeiras.

O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, destacou em sua fala as ações já realizadas pelo Banco Central, como, por exemplo, a autorização para fintechs emitirem cartões de crédito e poderem receber recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para concederam crédito, e por possibilitar condições para que as instituições financeiras facilitem as renegociações de dívidas de clientes.

Costa citou ainda a pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgada em maio, que mostrou que 59% dos 17,2 milhões dos pequenos empresários brasileiros vão precisar de crédito para conseguir manter seus negócios funcionando depois da Covid-19.

José César levou ao presidente do Banco Central a percepção do setor de que não está sentido a queda do preço do crédito chegar à ponta. Costa pediu celeridade para que o crédito chegue efetivamente aos pequenos e micro empresários, não permitindo que a burocracia e as exigências demasiadas por parte dos bancos continuem sendo um entrave.

“Temos percebido uma grande dificuldade por parte dos empresários, principalmente dos micros e pequenos, no acesso aos créditos disponibilizados pelo governo federal, é importante que esse acesso seja desburocratizado”, disse José Cesar da Costa.

Em resposta, Campos Neto reforçou que é proibido às instituições financeiras condicionarem a concessão do crédito vinculado a aquisição de outros produtos dos Bancos.

Quanto aos pequenos agentes de crédito, como fintechs e cooperativas de crédito, terem sido inseridos nos programas de concessão do crédito com recursos do BNDES, o presidente do Banco Central destacou que tem sido uma experiencia positiva, pois esses conhecem bem os seus clientes, assim acabam por reduzirem o spread bancário e assumirem mais riscos.

Campos Neto ressaltou a importância que tem sido o microcrédito com o aval solidário, pelo qual o Banco Central está empenhado para protegê-lo e fazer os direcionamentos a ele. Por fim, mencionou a modificação feita na MP 944 para aprimorar o programa de apoio às folhas de pagamento das pequenas e médias empresas para possibilitar o acesso ao programa e a prorrogação por mais 2 meses.

O secretário Carlos da Costa destacou que a homologação junto ao Pronampe dos bancos e das cooperativas de crédito estão avançadas, estando pendentes alguns esclarecimentos jurídicos se a homologação feita pelas Confederações dessas cooperativas abrangerá todos os seus confederados nos estados e municípios.

Carlos da Costa ressaltou que se o empresário se deparar com alguma recusa por parte de bancos ou verificar venda casada de seguro para a concessão do crédito deve fazer denúncia junto ao SAC, ouvidoria dos bancos e, caso não obtenha êxito, buscar junto à Ouvidoria do Banco Central do Brasil para que haja visibilidades dessas reclamações nos canais competentes.

Fonte: Sistema CNDL