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Brasil avança em ranking global de e-commerce

O Brasil ganhou dez posições e ficou em 62º lugar no Índice Mundial de Comércio Eletrônico 2020, da Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que classifica 152 países pelo seu grau de preparação no comércio digital entre empresas e consumidores (B2C).

O índice é feito com dados consolidados nem sempre mais atualizados envolvendo o comércio digital, estimado em US$ 4,4 trilhões em 2018, mas é reputado também por sua cautela. Os países são classificados em função do acesso a servidores de internet seguros, serviços e estruturas postais confiáveis, e da parte de sua população que utiliza a internet e possui uma conta bancária ou um fornecedor de serviços móveis.

A Suíça tomou o lugar da Holanda, na liderança do ranking, com 97% de sua população usando internet. Os dois maiores mercados do comércio eletrônico, a China e os Estados Unidos, se classificaram respectivamente em 55º lugar e na 12ª posição, à frente em vários componentes na medição absoluta, mas que caem na comparação em termos relativos.

O Brasil, que estava em 72º lugar em 2019, melhorou dez posições graças sobretudo ao que a agência da ONU chama de “confiabilidade postal”. A Índia ficou em 71º, a África do Sul, em 73º. Costa Rica (56º) e Chile (59º) têm classificação melhor que o Brasil.

A pandemia de covid-19 estimulou as compras pela web na América Latina e o Brasil é dado como exemplo, com 7,3 milhões de pessoas que compraram pela primeira vez on-line.

Segundo o relatório da Unctad, o comércio eletrônico para os consumidores no Brasil teve faturamento de US$ 20 bilhões em 2019, ainda bem atrás do México, com US$ 31 bilhões. Cerca de 29% da população brasileira ou 39% do total de usuários da web no país faz compras na internet.

De acordo com o relatório, o Brasil tem a segunda e a quarta maiores operações de e-commerce da América Latina: B2W (dona de Americanas.com e Submarino, entre outros sites), com 167 milhões de visitantes em 2019, e Casas Bahia, com 36 milhões. Mercado livre é o maior site da região para o B2C.

A América Latina e Caribe representam 9% da população mundial com mais de 15 anos e os usuários de internet na região representam 11% do total, mas o comércio eletrônico na região equivalia a apenas 1,4% do global em 2018.

Fonte: Valor Econômico

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Brasileiros usam cada vez mais o celular para compras e pagamentos

A pandemia causada pelo novo coronavírus acentuou uma prática que já está cada vez mais em alta entre a população brasileira: o uso de smartphones para fazer compras ou pagamentos no dia a dia. Com a praticidade de realizar transações sem precisar sair de casa, além dos sistemas e aplicativos cada vez mais seguros, não é surpresa que a tendência tenha crescido, especialmente em um momento de afastamento social.

De acordo com pesquisa realizada em agosto pela Panorama Mobile Time/Opinion Box, em seis meses, a proporção de brasileiros que realizaram pagamentos ou compras via aparelho celular aumentou de 85% para 91% entre aqueles que acessam a internet pelo smartphone. Entre gênero e classe social, não há diferença significativa. Já na faixa etária, entretanto, é possível perceber mudanças nessa relação. No grupo daqueles com mais de 50 anos, o porcentual de quem tem esse hábito é de 82%, enquanto entre pessoas de 16 a 29 anos é de 91%, chegando a 93% no grupo de 30 a 49 anos.

O canal de compras mais usado foi o WhatsApp, onde 70% dos entrevistados realizaram a transação, seguido pelo Facebook, com 40%, e o Instagram, com 39%. Serviços como cashback (programa de recompensa por reembolso do valor pago) e uso de QR Code foram apontados pelos entrevistados como serviços úteis no dia a dia.

Durante a Black Friday, um dos maiores eventos de compras do ano, foi possível ver na prática como essa tendência está fazendo parte da vida dos brasileiros. Segundo uma pesquisa do Itaú, as vendas online atingiram 50,4% do total do volume transacionado até o dia 27 de novembro, superando por pouco o nível de vendas físicas. Em comparação ao mesmo período de 2019, o volume aumentou 12,9%. Já o número de vendas nas lojas físicas, por outro lado, caiu 27% na mesma comparação.

Os aplicativos foram o grande destaque no e-commerce na Black Friday, segundo a AppFlyer, plataforma que analisa dados e engajamento em apps. De acordo com os dados obtidos, 70 principais apps de e-commerce no país receberam 45 milhões de instalações em novembro, sendo o Brasil aquele que mais instala aplicativos. Em comparação com a mesma data de 2019, a Black Friday 2020 teve aumento de 72% em vendas por aplicativos no Brasil. Comparadas a uma semana normal, as vendas da semana da Black Friday deste ano foram 650% maiores, e a receita por instalação obtida na data foi 330% maior do que uma semana comum.

Para garantir a segurança na hora de realizar as transações, é essencial manter o sistema operacional do smartphone sempre atualizado, evitando falhas na segurança. Também é importante realizar compras e pagamentos somente por meio de sites e aplicativos confiáveis, checando o provedor do serviço, assim como a opinião do público em relação à empresa. Outra dica é contratar um serviço de seguro para iPhone ou Android, garantindo a segurança dos dados armazenados no celular.

Fonte: E-Commerce Brasil

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4 categorias para monitorar no e-commerce em 2021

Com a consolidação do e-commerce no pós-pandemia (crescemos 39% no 1º trimestre de 2020, de acordo com a Webshoppers), as lojas físicas devem apostar cada vez mais num modelo omnichannel que use o O2O (Offline to Online) para otimizar seus estoques e aumentar sua lucratividade.

E isso será uma questão de sobrevivência no varejo daqui para frente. Porque a pandemia mudou o comportamento do consumidor que dificilmente voltará “ao normal”.

Antes, grande parte do dia era dedicado às atividades externas, como trabalho, academia, visitas aos amigos e idas ao supermercado. Na pandemia, as pessoas passaram a adaptar essas atividades para o modelo remoto e usaram a internet como canal viabilizador.

Uma pesquisa da Nielsen aponta que 13% da população comprou na internet pela primeira vez neste ano. Outro estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), indica que 70% da população pretende comprar mais em sites e aplicativos mesmo com retomada do comércio.

Nos EUA, a procura por equipamentos de ginástica, por exemplo, cresceu 500%, já a de eletroportáteis aumentou 800% e os kits para churrasco saltaram 200%, segundo a Gfk.

No Brasil não é diferente: o e-commerce se fortaleceu em 2020 e deve voltar a crescer entre 40% e 50% nos próximos meses, de acordo com o E-Commerce na Prática. Pensando nesse contexto, reuni aqui 5 categorias-tendências para você investir em 2021, dá uma olhada:

Novas categorias do e-commerce

A pandemia inverteu prioridades de venda. Vimos smartphones darem lugar às bananas, cosméticos darem lugar aos brinquedos, entre outras categorias que antes não tinham tanto destaque – pelo menos não nessa época e proporção.

Por isso, de agora em diante, vale a pena prestar atenção a algumas categorias de venda online como:

1. Supermercados online

O Brasil é um fenômeno em vendas online de supermercados desde 2012 – cerca de 46% dos brasileiros já compravam itens de mercearia e limpeza online. E essa tendência aumentou na pandemia quando vivemos o boom do delivery. Uma pesquisa nacional feita pela consultoria Ebit/Nielsen, entre os dias 19 e 25 de março, mostrou:

Crescimento de 96% no “varejo de autosserviços” (que são os supermercados);

No mesmo período, todo o comércio digital subiu 13%;

A participação dos mercados no setor foi de 4% para 7%.

Hoje, das 50 maiores redes de supermercados do país, apenas 18 possuem e-commerces em suas plataformas online. Algumas redes como o Grupo GPA (Pão de açúcar e Extra), Carrefour, Irmãos Mufatto, Savegnago e Sonda funcionam como marketplaces, por isso a dica é verificar qual deles faz sentido para suas vendas e fazer a integração para vender online em suas plataformas.

2. Brinquedos

A categoria Brinquedos e Jogos chegou a registrar aumento de 434,70%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abecomm), brinquedos e jogos, logo no início do isolamento – no período de 15 a 28 de março, comparada a quinzena anterior. A média de gasto por compra (ticket médio) ficou em R$ 179,26.

Muito por conta do fechamento das escolas e creches, os pais tiveram que se reinventar para distrair e entreter os filhos. Apesar da volta gradativa às aulas, possivelmente a categoria continuará bem forte.

Em indústrias como a Estrela, por exemplo, o crescimento das vendas pelo e-commerce passou dos 400%, cenário que se repete com relação aos dados da Bahia. Entre os itens vendidos pela marca estão o Super Banco Imobiliário, seguido pelo Jogo da Vida, Eu Sou?, Jogo da Mesada.

Marcas como RiHappy, Bmart e Le biscuit investem cada vez mais no online. A opção de compra online e retirada de produtos nas lojas da RiHappy cresceu bastante nos últimos 12 meses e já respondia por 40% das vendas do e-commerce.

Nos primeiros cinco dias de fechamento do comércio, a plataforma permitiu que 20 cidades contassem com entregas expressas de brinquedos. Um mês depois, já eram 60 lojas operando no ship from store e com vendas tanto pelo e-commerce quanto pelo WhatsApp.

Integrar os estoques da loja física com as vendas online (tanto no e-commerce próprio quanto no marketplace) será essencial para proporcionar essa experiência omnichannel esperada pelos clientes. Há ainda outras possibilidades interessantes como criar pacotes de assinatura para itens essenciais, como papel higiênico e produtos de limpeza e ainda oferecer o compre online e retire na loja.

3. Itens para home office

Daqui pra frente o home office deverá continuar firme e forte. Algumas empresas já adotaram o modelo de forma 100% integral, outras estão funcionando de forma híbrida (com escalas de trabalho presencial).

Essa mudança alterou também os benefícios oferecidos pelas empresas aos seus funcionários.

Um levantamento realizado pela fintech Vee com 8 mil profissionais de 110 companhias clientes detalha a mudança no uso do pacote de benefícios, como vale alimentação, refeição, cultura, saúde e mobilidade, na quarentena. Também aponta para um aumento, entre as empresas da amostra, da concessão de um auxílio home office, para custear custos com internet, por exemplo, dos funcionários que estão trabalhando em casa.

Antes da quarentena, a categoria de refeição representava 57,2% da movimentação com o cartão da Vee e atualmente constitui apenas 15,78%.

O uso com mobilidade também caiu, passando de 9,5% para 3,67% após a pandemia. Entre as categorias que cresceram, está a de alimentação, que passou de 20,2% para 36,7% de toda a movimentação do cartão de benefícios flexíveis.

Segundo esse mesmo estudo, o valor gasto com itens ou despesas praticadas durante o regime de trabalho remoto cresceu 189% comparado ao período pré-pandemia. Essas empresas estão dando, em média, R$ 83 para cada funcionário custear, por exemplo, linha telefônica ou pacote de internet, ou ainda comprar um móvel e equipamento para o home office. Em média, esse valor equivale a 4 dias do valor total de benefícios concedidos por cada empresa por mês.

E isso se reflete também no comportamento de consumo. De acordo com dados da consultoria IDC Brasil, o número de computadores vendidos no 1° trimestre de 2020 no país foi de 1,47 milhão de unidades. O resultado evidencia uma alta de 16% em relação ao mesmo período em 2019.

Pensando nisso, em 2021 vale entender as necessidades do seu cliente em relação ao home office. Que produtos ele já adquiriu? Quais ainda faltam? Vendê-los por meio dos principais marketplaces como Mercado Livre e B2W Marketplace pode ser uma ótima ideia, já que os consumidores estão acostumados a procurar por estes produtos nesses canais.

4. Mercado pet

Outro setor que cresceu na pandemia foi o de produtos para pet. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o setor deve faturar cerca de R$ 22,3 bilhões neste ano.

Isso acontece porque os pet shops não precisaram fechar durante a pandemia, já que são considerados serviços essenciais. Além disso, com o isolamento social, as pessoas passaram a adotar mais bichos de estimação já que ficariam mais tempo em casa.

Dentro deste mundo de oportunidades, o segmento de alimentação o mais promissor. Esse filão representa cerca de dois terços do segmento pet. Ainda segundo a Abinpet, no ano passado, essa fatia do mercado movimentou 16,4 bilhões de reais.

A principal tendência deve ser os alimentos de maior teor proteico e snacks mais funcionais. Segundo a Euromonitor, uma vez que os produtos para animais de estimação estão intimamente relacionados a uma preocupação crescente com a qualidade de vida dos animais de estimação, os donos de animais dedicam mais despesas a esta categoria, dispostos a fornecer conforto extra com produtos que não eram itens prioritários durante o período de crise, por exemplo, camas para animais.

À medida que a tendência de humanização dos animais de estimação se intensifica, os gastos com sua saúde e conforto tendem naturalmente a aumentar, especialmente quando os consumidores finalmente passam a ter acesso a itens mais caros e não essenciais.

Além disso, os clubes de assinatura de petiscos e brinquedos também são modelos interessantes para explorar neste segmento do e-commerce pensando nesse cenário do consumidor remoto.

Fonte: E-Commerce Brasil

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Black Friday: Vendas online devem crescer 20% e alavancar setores menos digitalizados

Marcada para o próximo dia 27 de novembro, a Black Friday deste ano será impulsionada pelo comércio eletrônico, o e-commerce. A expectativa é de que as vendas pela internet movimentem R$ 4,64 bilhões na economia brasileira, valor 20% maior do que os R$ 3,87 bilhões alcançados na Black Friday de 2019. Os dados são de projeção feita pelo Movimento Compre e Confie, portal E-commerce Brasil e site idinheiro.com.br.

Em Goiás, o comércio varejista também aposta suas fichas no e-commerce. O mercado quer superar os números do 1º semestre, considerados já animadores. De janeiro a junho deste ano, o comércio eletrônico em todo o Brasil registrou 90,8 milhões de pedidos, conforme apurou a plataforma de opinião de consumidores Ebit | Nielsen. A estatística aponta para um crescimento de 39% em relação aos pedidos registrados no 1º semestre de 2019.

Presidente da FCDL-GO (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás), Valdir Ribeiro acredita que a expansão do e-commerce no Brasil neste ano reflete as adequações que o mercado fez para não perder vendas em meio à pandemia da Covid-19. Para Valdir, as restrições na fase mais aguda da crise, quando os comércios tiveram de fechar as portas, foram determinantes para a popularização das vendas pela internet.

Ele destaca que até setores do varejo onde os consumidores compram tradicionalmente nas lojas físicas, como o de móveis, por exemplo, tiveram de se reinventar para dar aos clientes a opção de compra online. “Essa pandemia está adiantando uma série de inovações no jeito de se relacionar e vender no comércio varejista. E, evidentemente, a Black Friday – que é um dos eventos mais esperados do ano em nosso segmento – será marcada pelo alto fluxo de vendas realizadas por sites, lojas virtuais, aplicativos e redes sociais”, analisa Ribeiro.

O empresário Nixon Pereira dos Santos, que tem uma loja virtual de móveis, já sente as vendas aquecendo neste mês de novembro. Ele tem clientes em Aparecida e na Grande Goiânia. Nixon abriu sua loja, a Exclusiva Móveis e Decor, há seis meses e nesse período, segundo ele, a empresa vendeu majoritariamente para o público jovem e de meia idade. “A geração mais nova confia mais em comprar pela internet”, comenta o empresário. Para driblar a resistência das “pessoas mais maduras”, Nixon já planeja a abertura de um showroom em sua casa. Ele vai observar as vendas na Black Friday para decidir se faz ou não esse investimento.

Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO

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Black Friday: Guia traz dicas para aumentar vendas no e-commerce

Quando se aproxima o mês de novembro é sempre um alerta aos lojistas e consumidores que a Black Friday está chegando. É importante o empreendedor de e-commerce que ainda não organizou a sua operação para essa que é a maior campanha de vendas, se antecipe para que tudo esteja em ordem e definido o quanto antes. O lojista não pode pensar como um consumidor, ele precisa antever todos os desafios na hora de definir sua campanha de vendas, divulgar, organizar o estoque e garantir bons parceiros logísticos.

Sem dúvida, antes de planejar qualquer coisa é importante dispor de um sistema de gestão ERP online, a fim de automatizar os processos e ganhar mais tempo para se envolver com a campanha de venda que irão colocar seu negócio em destaque. Confira algumas dicas importantes para deixar seu negócio preparado para a Black Friday:

Planeje com antecedência

A data da Black Friday será em 27 de novembro, e até lá é preciso traçar um cronograma de ações, desde a divulgação na sua loja ou marketplace, gestão do estoque para que não falte ou sobre produtos em estoque e também conexões com bons parceiros logísticos. Não deixe para a última hora, o consumidor de e-commerce tem muitas opções de compra, é preciso ter estratégias certeiras.

Negociar preços com os fornecedores também é uma estratégia que deve ser feita antecipadamente, assim, é possível vender os seus produtos a um preço mais atrativo.

Organizar o estoque é fundamental

Na edição de 2019, o faturamento do varejo virtual na campanha de vendas da Black Friday chegou aos R$11,95 bilhões. Neste ano, com o aquecimento do e-commerce a expectativa é passar deste número, por isso, é importante que o estoque da sua loja esteja abastecido e que, além disso, tenha contato dos fornecedores para programar reposições e novas compras. O ERP também entra como uma ferramenta importante para a registrar os produtos que já tem no estoque, e assim como integrar aos múltiplos canais de venda e manter estoque e produtos disponíveis conectados.

Comunicação com o cliente

De nada adianta ter produtos disponíveis e preços incríveis se não comunicar ao seu cliente. Prepare o seu cliente para a Black Friday através de informações e conteúdos exclusivos, e-mail ou mensagens atentando para a data da promoção e também destacando produtos. Quando a Black Friday chegar, o consumidor vai lembrar do seu negócio antes de buscar por promoções aleatórias.

Aposte também na excelência na comunicação com o cliente para tirar dúvidas, passar informações seja através de chat ou canal aberto para perguntas, dúvidas e estimativa de entrega. Responda rapidamente o consumidor, já que é um momento de grande oferta, ele pode acabar fechando a compra em outro canal. Quando o cliente é bem atendido, passa a ser uma oportunidade para atrair o cliente e uma possível fidelização a partir desta primeira experiência. Esse atendimento dará ao consumidor a confiança necessária para realizar a compra pelo canal que escolher.

Prepare a estrutura técnica do negócio

Com o grande acesso ao comércio virtual, muitas vezes o acesso à internet passa a ficar difícil se a velocidade do site não for boa o suficiente. Prepare esse quesito técnico para garantir que o cliente possa navegar com tranquilidade no seu site e que as visitas gerem conversão em vendas. Os sites devem estar preparados para o tráfego alto tanto no desktop, quanto no mobile.

Venda em marketplaces

Além de vender na sua loja virtual, considere contar com um marketplace. Estar presente em diversos canais de venda, sem dúvida é um diferencial para quem trabalha no e-commerce. Através de um ERP é possível optar pela integração de marketplace, realizando a venda em diferentes plataformas de uma maneira mais automatizada e inteligente. O cliente muitas vezes busca a confiança nos canais que já conhece, e é uma forma de aumentar as chances de conquistar novos clientes e vender mais.

Campanhas adicionais

A Black Week compreende toda a semana de descontos especiais, caso tiver alguma promoção que possa ser estendida é um bom mote de venda. Também tenha uma aba especial para as ofertas da Black Friday e da Cyber Monday, separando por categorias, populares ou percentual de desconto. Essas campanhas são oportunidades para vender mais, após um ano cheio de desafios.

É importante planejar cada passo para tornar a campanha um sucesso também de satisfação e alinhar atendimento e pós venda para que a campanha gere bons resultados para o negócio.

Fonte: ABCOMM

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Dia das Crianças terá orçamento maior para presentes este ano, diz pesquisa

O consumidor será mais generoso no Dia das Crianças deste ano, gastando com presentes um valor ao menos 5,3% superior ao de 2019. É o que concluiu uma pesquisa realizada em Goiânia e nas demais capitais brasileiras pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pela Offer Wise. Segundo o levantamento, cada consumidor deve investir, em média, R$ 209,33 nos presentes para essa data. No ano passado, a mesma pesquisa indicou um gasto médio de R$ 198,79 com agrados para as crianças em 12 de outubro.

De acordo com o levantamento, 72% dos consumidores devem ir às compras no Dia das Crianças. A estimativa é de que a data comemorativa movimente aproximadamente R$ 10,87 bilhões em Goiás e no restante do país.

“Mesmo com um crescimento tímido no orçamento das pessoas para o Dia das Crianças deste ano, isso indica que a economia começa a se recuperar dos vários meses de comércio fechado para combater a Covid-19. O Dia das Crianças será decisivo para avaliarmos as adequações e estratégias que precisam ser feitas para aquecer as vendas neste fim de ano”, diz o presidente da FCDL-GO (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Goiás), Valdir Ribeiro.

Roupas e calçados (38%), bonecos/bonecas (33%) e jogos de tabuleiro/educativos (28%) são os produtos mais cogitados para o presente de Dia das Crianças. O receio de sair de casa em meio à pandemia parece refletir nos números da pesquisa. Tanto é que o porcentual de consumidores que farão suas compras pela internet (34%) é maior não só daqueles que comprarão em lojas de rua/bairro (24%), mas também dos que recorrerão aos shoppings centers (31%).

Considerando aqueles que realizarão suas compras na internet, 79% vão utilizar sites, 54% os aplicativos e 20% o WhatsApp. Conforme a consultoria global de gestão estratégica Kearney, depois de absorver muitos dos novos hábitos de consumo decorrentes das restrições da pandemia da Covid-19, o e-commerce (comércio eletrônico) deve movimentar R$ 111 bilhões na economia brasileira neste ano. A projeção é de um crescimento mínimo de 49% ante os R$ 75 bilhões que o mercado de vendas pelas internet faturou em 2019.

O levantamento da CNDL e Offer Wise sobre as intenções de compra no Dia das Crianças ocorreu entre os dias 01 e 08 de setembro. Foram entrevistados 843 consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas (excluindo analfabetos) e que pretendem comprar presentes na data.

Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO

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Código de Defesa do Consumidor faz 30 anos; compras online crescem

O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), que completa 30 anos hoje (11), é considerado uma legislação abrangente para as relações de consumo, mas, passadas três décadas, houve mudanças substanciais na forma de comprar por meio do comércio eletrônico. Segundo especialistas, uma atualização seria bem-vinda, embora o código tenha seu texto adaptado ou usado, de forma indireta, outras legislações para proteger os direitos dos consumidores.

O código é anterior ao início da popularização da internet no Brasil. Como destaca o coordenador do MBA de Gestão de Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ulysses Reis, quando a legislação foi criada, não se tinha como prever que a mudança nos hábitos de consumo seria tão grande.

Reis destaca como o processo de compra se modificou nos últimos anos e que o fenômeno se acelerou com a pandemia de covid-19. Com as medidas de isolamento social para evitar o contágio pelo novo coronavírus, as lojas do comércio de rua e dos shopping centers tiveram que ser fechadas, o que levou muita gente a recorrer ao varejo digital.

“O consumidor antigamente ia à loja pesquisar, tomava a decisão e comprava o produto. Esse novo processo de compra começa na internet onde ele obtém informações sobre produtos e serviços, compara preços, vai às redes sociais ouvir opiniões e reclamações. Depois, ele pode ir a uma loja física para experimentar produtos e serviços e negociar preços e condições com os vendedores com o que ele viu online. O consumidor pode comprar na loja física ou comprar online depois”, disse Reis.

“Esse comportamento, essa jornada do consumidor, era grande entre os mais jovens antes da pandemia. Agora, depois da pandemia, as pessoas de mais idade também adotaram esse comportamento”, avalia o professor.

Atualização

Os especialistas ouvidos pela Agência Brasil indicaram que uma atualização do código é bem-vinda. Para o professor Ulysses Reis, a atualização da norma deve levar em conta a expansão dos canais de venda por meio de sites, aplicativos, redes sociais. “O código não prevê essas situações de comprar nesses diversos canais de venda. Ele não prevê quando o consumidor está migrando de um canal de vendas para ou outro e que a empresa tem que resolver problemas de contratos e atendimentos nos diferentes canais de venda”.

O diretor jurídico do Procon-RJ, Henrique Neves, disse que o Decreto 7.962/2013 regulamentou algumas situações relativas ao comércio eletrônico. Segundo Neves, diversos artigos do código são aplicados por equiparação ao varejo digital. Ele também destaca que o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais atualizam de forma indireta o código. “A gente vai combinando essas novas legislações para poder utilizar no direito do consumidor”.

Quanto ao comércio eletrônico, Neves afirmou ser importante melhorar as regras contras as fraudes. “Consumidores e fornecedores são, muitas vezes, vítimas de sites falsos. É uma das reclamações que a gente tem aqui e tem dificuldade em resolver”.

Impulso

O comércio online ganhou impulso durante a pandemia do novo coronavírus. O e-commerce brasileiro faturou 56,8% a mais nos oito primeiros meses de 2020 em comparação com igual período do ano passado, segundo pesquisa realizada pelo Movimento Compre&Confie em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

De acordo com o levantamento, o aumento do faturamento foi possível porque houve crescimento de 65,7% no número de pedidos, de 63,4 bilhões para 105,06 bilhões. Segundo a ABComm, desde o início da pandemia mais de 135 mil lojas aderiram às vendas pelo comércio eletrônico para continuar vendendo e mantendo-se no mercado.

Estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo mostrou que os brasileiros aumentaram suas compras online, passaram a usar meios digitais de pagamentos e devem continuar com esses hábitos de consumo no pós-pandemia. Segundo os dados, 61% dos clientes que compraram online durante a quarentena aumentaram o volume de compras devido ao isolamento social e 70% disseram que pretendem continuar comprando mais pela internet do que faziam antes da covid-19.

Para o diretor jurídico da ABComm, Guilherme Martins, houve uma evolução tecnológica muito grande nos últimos 30 anos que permitiu esse modelo atual de varejo digital em termos de segurança do processo, expansão dos meios de pagamento, acessibilidade e aspecto logístico.

“Com a pandemia, houve um cenário disruptivo sem volta. Até aqueles que não eram habituados a comprar em ambiente eletrônico se viram em alguma situação obrigados a fazê-lo. Eficiência, preço e segurança acabaram sendo determinantes para mudar essa mentalidade, atrelada à questão tecnológica e ao apoio jurídico que vem por trás disso, que é a regulamentação dos direitos do consumidor”, afirmou Martins.

Cuidados

Com essa migração para o ambiente virtual, os consumidores devem tomar cuidados para não terem dor de cabeça. O diretor jurídico do Procon-RJ, Henrique Neves, orienta sobre o que o consumidor precisa observar na hora de comprar pela internet.

“O consumidor tem que verificar se o site é seguro. Ele pode procurar na página o CNPJ da empresa ou o CPF, no caso de pessoa física, e fazer uma pesquisa no site da Receita Federal para verificar se o cadastro está ativo. Em alguns sites, como nas plataformas consumidor.gov.br, reclameaqui, e nos Procons estaduais, pode fazer um busca para saber se tem reclamações sobre não entrega de produtos, por exemplo”, disse Neves.

Outra orientação é verificar se no site consta o endereço físico da empresa, o número de telefone, se tem serviço de atendimento ao consumidor (SAC). “O consumidor tem que ficar atento a preços muito abaixo do normal, ele deve ligar o alerta. Se receber proposta de serviço ou produto pelo telefone ou pelo WhatsApp, deve entrar no site da empresa, ver se ela é confiável. O consumidor tem que procurar conhecer aquele fornecedor no meio eletrônico de forma a saber se é seguro ou não fazer contrato”, afirmou o diretor.

Neves também explicou que as plataformas que vendem produtos de outras empresas devem responder de forma solidária, caso haja algum problema na entrega do produto.

A B2W Digital, por exemplo, que detém as marcas Americanas, Submarino, Shoptime e Sou Barato, explicou sua política de atuação em casos de atraso na entrega: a empresa garante a entrega do produto ou realiza o cancelamento da compra e o reembolso do valor pago. “As lojas parceiras que vendem nos sites da B2W são responsáveis pela entrega, descrição, informações técnicas e garantia do fornecedor dos produtos que vendem, mas a companhia faz a intermediação para garantir que todos os produtos comprados sejam entregues e eventuais questões sejam resolvidas”, diz a empresa.

Fonte: Agência Brasil