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FCDL-GO vai orientar lojistas a seguir lockdown contra a Covid

A FCDL-GO (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás) vai orientar as CDL’s dos municípios da Região Metropolitana a seguir na íntegra, e repassar aos lojistas, a provável determinação do governo estadual e das administrações de Goiânia, Aparecida e cidades vizinhas de fechar pelos próximos sete dias, a partir de segunda-feira (1º/03), o atendimento presencial dos estabelecimentos tidos como não-essenciais.

A FCDL-GO reconhece o momento crítico vivido em Goiás com a pandemia de Covid-19.
E a entidade destaca que, apesar de o interior das lojas do comércio ser considerado ambiente seguro, justamente pelo cumprimento à risca dos protocolos sanitários, a Federação e seus associados assumem na parte que lhes cabe o compromisso geral, de toda a sociedade, de combater a disseminação do novo coronavírus.

A Federação também apela aos órgãos fiscalizadores para que haja um reforço no sentido de prevenir e dispersar as aglomerações em festas e similares, que, infelizmente, continuam a se repetir nas cidades, apesar dos alertas contínuos das autoridades públicas.

Fonte: Assessoria de Comunicação/FCDL-GO

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3 tendências que vão mudar o uso de meios de pagamento no Brasil

A pandemia do novo coronavírus alterou a forma com que os brasileiros pagam suas contas e compras. E a expectativa é que o uso de cartões de crédito, débito e pré-pagos continue crescendo e supere R$ 2,3 trilhões em 2021, aumento de 20% em comparação com 2020, de acordo com Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Há expectativa de que o WhatsApp Pay entre em operação ainda neste semestre, segundo o presidente da Cielo, Paulo Caffarelli. O Banco Central deve autorizar que a ferramenta se torne um iniciador de pagamentos, segundo reportagem do Estadão Conteúdo, o que permitiria fazer uma transação financeira para um contato sem ter de acessar seu banco ou fintech. Algo tão simples quanto o PIX, meio de pagamento criado pelo BC.

Aliás, em janeiro, foram transacionados R$ 160 milhões pelo PIX. Ao todo, quase 40 milhões de pessoas físicas receberam algum valor pelo PIX no mês passado — aumento de 43% em relação a dezembro — e 37,1 milhões fizeram algum pagamento no mesmo período, 40% a mais que no mês anterior. E não deve parar por aí.

Neste cenário, o CNN Brasil Business ouviu as três maiores bandeiras de cartões do país para descobrir quais devem ser as tendências de pagamentos para este ano.

1. Contacless: aproximou, pagou

Devido ao alto risco de contágio da Covid-19, digitar a senha nas maquininhas para realizar uma compra não parece ser uma boa ideia. Por isso, pagar por aproximação, sem nenhum tipo de contato físico, foi a saída para milhares de consumidores.

De acordo com dados da Abecs, a modalidade movimentou R$ 22,7 bilhões de janeiro a setembro de 2020, um avanço de 478% em relação ao mesmo período de 2019. Em dezembro, o limite de transações sem o uso da senha passou de R$ 100 para R$ 200.

De olho nessa tendência, a Visa Brasil passou a investir nos pagamentos por aproximação em meios de transporte, como nas linhas da SPTrans em São Paulo, além do metrô e das barcas do Rio de Janeiro.

“Depois que o consumidor percebe a facilidade e a segurança do pagamento por aproximação, ele entra nessa tendência”, explica Fernando Teles, responsável pela operação da Visa no Brasil.

O sucesso desta modalidade fez com que muitos comerciantes mudassem a pergunta para os clientes “é por aproximação no crédito ou no débito?”.

2. Débito online veio para ficar

Para evitar sair de casa, os brasileiros passaram a comprar mais pela internet e descobriram o débito online.

Os pagamentos remotos por débito movimentaram cerca de R$ 25,6 bilhões no último trimestre de 2020, de acordo com a Abecs. Essa modalidade ganhou impulso com a conta social digital criada para facilitar o repasse de benefícios sociais, como o auxílio emergencial.

“Quando olhamos para os beneficiários do auxílio, eram pessoas que tradicionalmente usavam dinheiro e passaram a usar o cartão de débito. É um novo entrante, porque a pessoa não deixará de usar dinheiro, mas passará a usar esse novo recurso”, afirma Felipe Maffei, diretor de inovação e produtos da Elo.

De acordo com dados da bandeira, somente em 2020, foram feitas 116 milhões de transações. “As pessoas que tinham acesso ao auxílio com cartão debito online da Elo movimentaram cerca de R$ 40 bilhões ”, completa.

3. E-commerce: passear no shopping ficou no passado

Até quem nunca tinha feito compras pela internet se arriscou em alguma compra online durante a pandemia. Segundo um estudo realizado pela Mastercard em parceria com a Americas Market Intelligence (AMI) no final de 2020, 36% dos brasileiros planejam realizar mais compras online do que físicas e 27% pretendem optar pelo delivery de comida.

Para João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard, o e-commerce não sairá de moda, mesmo depois da pandemia.

“As compras do e-commerce vieram para ficar, e eu acredito que essa tendência crescerá duas vezes mais”, afirma.

As vendas online são uma das apostas para movimentar a economia este ano. Para Teles, estar no e-commerce só traz ganhos para os varejistas.

“Quando o varejo entra também no e-commerce, observa uma série de novos consumidores, além de passar a contar com uma série de informações sobre o seu negócio que não necessariamente tinha antes, como tíquete médio e pico de vendas”, explica.

Fonte: CNN Brasil

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FEE e Prefeitura de Goiânia debatem medidas para conter avanço da Covid

O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, promoveu na manhã desta sexta-feira (19/2) reunião com representantes do Fórum das Entidades Empresariais do Estado de Goiás – do qual faz parte a FCDL-GO – para debater novas medidas para conter o avanço do coronavírus na capital goiana. Durante o encontro, que ocorreu no Paço Municipal, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apresentou os dados e as ações já executadas pela administração municipal e, principalmente, ouviu propostas do setor produtivo. A Prefeitura vai reunir nesta tarde seu comitê de crise da Covid-19 para discutir as propostas apresentadas e definir eventuais medidas.

A convocação do Fórum Empresarial, por iniciativa do prefeito Rogério Cruz, surgiu após o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE) ter divulgado nesta quarta-feira (18/2) recomendações mais duras aos municípios que apresentam avanços nos casos de pessoas infectadas pelo coronavírus em Goiás.

Conforme os dados da SMS, o cenário é de muita atenção, mas a capital goiana tem conseguido manter relativo controle sobre a doença e o Poder Público não tem medido esforços na execução de suas ações nesse período de pandemia. “Realizamos o trabalho no sentido de colocar em prática todas as normas sanitárias, conforme é a nossa realidade”, pontuou o secretário de Saúde, Durval Pedroso, acrescentando que a situação requer muita atenção, mas a Prefeitura faz o acompanhamento diário do cenário epidemiológico e tem antecipado medidas duras para reduzir a incidência da Covid-19 na cidade. “Goiânia tem se mostrado responsável, comprometida no combate à pandemia e não vamos relaxar”, garantiu.

Pedroso ressaltou a importância em discutir o assunto com o setor produtivo e pontuou que o prefeito Rogério Cruz está aberto ao debate. “A postura que o prefeito Rogério Cruz tem tomado é salutar, pois ficamos confortáveis em pedir opinião, discutir entre nós, secretários, com a sociedade civil e entender o que é melhor para a cidade. A prova maior disso é que estamos debatendo esse assunto tão sério com o Fórum Empresarial. Mostramos o que está acontecendo e qual a fundamentação para as decisões a partir dessa reunião”, disse Pedroso, ressaltando a transparência por parte da Prefeitura de Goiânia.

Todo esse trabalho, conforme Durval Pedroso, mostra a responsabilidade do prefeito Rogério Cruz em tomar as decisões e, assim, garantir a saúde pública e a economia da cidade e da população. “Precisamos contar com o apoio de todos”, frisou o secretário de Saúde, lembrando que as decisões são tomadas semanalmente e proporcionam condições de acompanhamento da Covid-19. O titular da SMS deu como exemplo a restrição do horário de funcionamento de bares, restaurantes e distribuidoras, além de outras medidas para conter o avanço da doença, bem como a fiscalização, que já visitou 396 estabelecimentos e autuou 76.

“As fiscalizações ocorreram em diferentes regiões, focando na dissipação de aglomerações, demais protocolos de prevenção e observância do horário de funcionamento de locais com vendas de bebidas alcoólicas”, explicou o secretário Durval Pedroso. Segundo ele, as principais irregularidades encontradas foram excesso de pessoas, não uso de máscaras, funcionamento irregular ou fora do horário.

O município também abriu, segundo ele, 52 novos leitos de UTI para atender pacientes de Covid-19, entre 28 de janeiro e 18 de fevereiro. “Em 20 dias, abrimos a média de 2,6 leitos de UTI por dia”, salientou Durval. Lembrando que a gestão eficiente permite que não haja espera por leitos na rede municipal e, ainda, dê suporte de atendimento a outros municípios. “Considerando as internações autorizadas desde 1º de janeiro, tivemos 117 destinadas a outras cidades, incluindo 35 leitos para atender aos pacientes de Manaus”, destacou o titular.

Já o titular da Secretaria Municipal de Governo (Segov), Andrey Azeredo, lembrou que as peculiaridades do município e as restrições mais duras já adotadas pela capital precisam ser levadas em consideração. “Os dados da SMS de Goiânia mostram uma situação diferente da que foi apresentada pelo COE, uma vez que nossa cidade tem feito o seu dever de casa”, disse o secretário Andrey Azeredo, citando que leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foram ampliados e os monitoramentos e testes são oferecidos constantemente à população de Goiânia.

“Os testes, por exemplo, ocorrem todas as semanas em uma região da cidade e nos proporcionam clareza da maneira como a doença está evoluindo”, pontuou o secretário de Governo. Para ele, ao realizar esse encontro e compartilhar esses dados com o setor produtivo e toda a sociedade, o prefeito Rogério Cruz busca debater alternativas que gerem segurança a todas as pessoas e que permitam que a cidade continue em um ritmo específico de suas atividades.

“Essa é a maneira que podemos superar, em conjunto, todo esse momento que estamos vivenciando pela pandemia, levando em consideração que não adianta a administração municipal estabelecer um decreto sem que haja o envolvimento, participação e o respeito de toda sociedade”, avaliou.

Fórum Empresarial

Os representantes do Fórum das Entidades Empresariais do Estado de Goiás comentaram sobre o ineditismo da reunião, como ressaltou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel. “Essa iniciativa é muito louvável, pois abriu o diálogo e nós do setor produtivo estamos prontos para auxiliar e também para apresentar propostas”, disse.

Sandro Mabel revelou que o fórum apresentará ao Poder Municipal um documento que pode auxiliar o Comitê de Crise para o Enfrentamento da Covid-19 na tomada de decisões. “Sabemos que a SMS tem compromisso na condução do sistema de saúde da cidade”, avaliou Mabel, ao reivindicar que as indústrias mantenham o funcionamento para garantir abastecimento.

O presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiocchi, elogiou a transparência das ações da SMS. Na ocasião, lembrou que a capital pode adotar medidas de restrições regionalizadas. “Podemos adotar que as novas regras sejam por regiões e assim endurecer as medidas onde se tem maior índice de contaminação”, sugeriu. Baiocchi defendeu que a situação de Goiânia seja analisada de forma separada das demais cidades, devido a suas particularidades.

Já o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Rubens Fileti, disse que foi a primeira vez que um gestor de Goiânia fez reunião com o Fórum Empresarial com tanta consideração. “Essa abertura e a forma dos esclarecimentos nos colocam em uma situação muito confortável para auxiliar a Prefeitura de Goiânia na condução de todas as medidas que forem adotadas”, comentou, acrescentando que o Fórum Empresarial vai apoiar qualquer medida que for tomada pela Prefeitura, mesmo que seja no sentido de aumentar restrições a atividades econômicas.

Fonte: Mauro Júnio/Prefeitura de Goiânia

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Combate ao desemprego e vacina devem ser prioridades, aponta pesquisa

Um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offer Wise Pesquisas, mostra que o combate ao desemprego (44%) e a vacina para o coronavírus (42%) foram apontados pelos consumidores brasileiros como prioridades do governo para que o desenvolvimento econômico do país seja retomado este ano. O ranking de temas que merecem a atenção em 2021 é seguido por saúde pública (38%) e educação (34%).

Na opinião dos entrevistados, a maior expectativa de melhorias para o Brasil é em relação ao aumento das oportunidades de emprego (36%) e aumento da concessão de crédito (35%). Por outro lado, é esperado um aumento da inflação (41%, com aumento de 20 p.p. em relação a 2019), aumento da inadimplência (41%, aumento de 18,5 p.p. em relação a 2019) e aumento da pobreza e da desigualdade social (36%).

Com relação ao momento atual, três em cada dez (29%) acreditam que a economia está retomando o crescimento, seja de forma lenta (24%) ou acelerada (5%). Já para metade dos entrevistados (50%), a economia ainda não retomou o crescimento, sendo que 26% acreditam que isso irá acontecer em breve, e 24% que ainda vai demorar para acontecer. Por fim, 16% acreditam que a economia esteja piorando.

O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca a importância da vacinação em massa da população para o processo de retomada econômica e de geração de empregos no país.

“O desemprego elevado é sem sombra de dúvidas um dos grandes desafios a serem enfrentados pelo país agora em 2021, o que se agrava diante de um cenário de pandemia, economia pouco aquecida e situação fiscal preocupante”, diz José César. “Mais do que solução definitiva no combate à doença, a vacinação vai representar a retomada das atividades econômicas. Somente com a população imunizada será possível reaver as atividades do dia a dia da população, a dinamização do consumo e a geração de empregos no país”, afirma Costa.

Maioria vê medidas do governo com pessimismo

A pandemia da Covid-19 trouxe um cenário de insegurança e incertezas para a população. De acordo com o levantamento, 39% dos entrevistados afirmam estar pessimistas ou muito pessimistas quanto à adoção de medidas pelo governo que incentivem o desenvolvimento do país, 28% não estão otimistas nem pessimistas, e 27% estão otimistas ou muito otimistas.

Quanto ao desempenho do governo federal, a maioria dos entrevistados (29%) considera como ‘Boa’ a atuação com relação às medidas de auxílio à população frente à pandemia. Já as ações junto a educação (31%), saúde (29%), combate à pandemia (29%) e medidas de auxílio às empresas devido ao coronavírus (36%) foi considerada ‘Regular’ pela maioria. Com relação aos impostos (34%) e taxa de juros (33%), a maioria dos entrevistados consideram que a atuação do governo foi ‘Péssima’.

Fonte: CNDL

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Pandemia impactou as finanças de 8 em cada 10 brasileiros

A Covid-19 abalou o mundo todo causando impactos não somente na área da saúde, mas também sociais e econômicos. Para os brasileiros, a pandemia afetou diretamente suas finanças, é o que mostra levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil em parceria com a Offer Wise Pesquisas.

De acordo com a pesquisa, realizada em todas as capitais do país, para 62% dos entrevistados a situação econômica do país foi pior em 2020 do que em 2019, com uma diferença de 31 pontos percentuais em relação a 2019. No mesmo sentido, a situação financeira pessoal piorou para 45% dos entrevistados.

O motivo mais citado para a piora das finanças familiares é o fato de o salário/rendimento não ter aumentado na mesma proporção dos preços dos produtos/serviços (52%), seguido da redução da renda familiar (45%) e do desemprego do entrevistado ou de alguém da família (42%). 97% dos que tiveram piora nas finanças pessoais afirmam ter havido influência do cenário de pandemia, refletindo os impactos causados pela Covid-19 na vida financeira da maioria dos brasileiros.

Além disso, oito em cada dez entrevistados (81%) fizeram cortes no orçamento em 2020, principalmente para redirecionar o valor ao pagamento de contas básicas do dia a dia (53%), para conseguir guardar dinheiro (37%) e para o pagamento de contas em atraso (30%). Os consumidores fizeram cortes principalmente na compra de itens de calçado e vestuário (47%), refeições delivery e fora de casa (46%), e idas a bares e casas noturnas (39%).

O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca que o aumento do desemprego causado pela pandemia contribuiu para a piora do cenário econômico do país.

“O desemprego elevado é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes desafios a serem enfrentados pelo país agora em 2021, o que se agrava diante de um cenário de pandemia ainda não controlada, economia pouco aquecida, desentendimentos políticos e situação fiscal preocupante”, aponta Costa.

89% não conseguiram realizar pelo menos um dos projetos para 2020

Quando perguntados sobre as experiências financeiras que vivenciaram ao longo de 2020, 37% afirmam que conseguiram pagar as contas em dia ao longo do ano. Apesar disso, 31% tiveram que abrir mão de produtos ou serviços que consumiam, 30% fizeram uso de alguma reserva financeira que possuíam e 27% ficaram desempregados.

Com relação aos projetos para 2020 que envolviam planejamento financeiro, 60% afirmam que conseguiram alcançar pelo menos um dos objetivos que haviam traçado. Os mais citados foram o pagamento de dívidas atrasadas (18%), a realização de algum tratamento médico (17%) e a formação de uma reserva financeira (13%).

Apesar disso, 89% não conseguiram realizar todos os projetos planejados para o último ano, deixando de atingir principalmente a reforma ou compra de uma casa (24%), a contribuição para a reserva financeira (23%) e a realização de uma grande viagem (23%). Os principais empecilhos para concluir tais projetos foram o aumento dos preços (50%), o fato de possuir pouco dinheiro (40%) e a situação de desemprego, seja do próprio entrevistado ou de algum familiar (30%).

De acordo com a pesquisa, 78% afirmam que a pandemia exerceu impactos na vida financeira da família, e com isto 49% passaram a evitar a compra de itens de vestuário sem necessidade, 44% cortaram ou diminuíram os gastos com lazer, 40% passaram a fazer mais pesquisa de preço e 38% reduziram as refeições delivery e/ou fora de casa.

Três em cada dez temem não conseguir emprego em 2021

Mesmo com o ano difícil vivenciado pelo brasileiro em 2020, os sentimentos com relação a 2021 são positivos para a maioria. Dessa forma, 59% esperam que este ano seja melhor do que o anterior com relação ao cenário econômico do país, principalmente porque acreditam que a vacina para o coronavírus vai ajudar na recuperação da economia (51%), e por serem sempre otimistas, independente os problemas (51%).

As expectativas para a vida financeira pessoal também são otimistas: 64% acreditam que o ano que se inicia será melhor do que 2020. As principais consequências de uma vida financeira melhor neste ano serão conseguir manter o pagamento das contas em dia (62%), conseguir economizar dinheiro (54%) e realizar algum sonho de consumo (46%).

Já entre os projetos que os entrevistados mais esperam realizar em 2021 estão juntar dinheiro (48%), comprar ou reformar a casa (28%), sair do vermelho (27%) e fazer uma viagem (26%). Os motivos mais citados para acreditar que seus projetos serão realizados são o fato de ter esperança de que as coisas vão melhorar (69%) e estar se organizando financeiramente para isso (43%).

Apesar da maioria estar otimista com a economia e as finanças, há ainda uma parcela considerável de consumidores que não se sente dessa maneira. Com relação ao cenário econômico, 17% acreditam que ele vai permanecer igual em 2021, e 12% que pode piorar. Quando se trata da vida financeira familiar, 19% esperam que ela se mantenha igual a 2020, e 7% esperam que ela piore.

Além disso, 90% possuem algum temor relacionado à vida financeira para 2021, principalmente não ser capaz de pagar suas contas (46%), não conseguir guardar dinheiro (40%), e não conseguir um emprego (27%).

Fonte: CNDL

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Consumo em comércios locais ganha preferência na pandemia

79% dos brasileiros preferiram consumir em comércios locais durante a pandemia de Covid-19, de acordo com estudo realizado pela Mastercard. Conforme os dados, 91% dos pesquisados devem continuar com esse hábito após a pandemia.

A empresa de cartão de crédito realizou o levantamento no fim de 2020 para compreender melhor os hábitos de compras dos consumidores após o período de confinamento e avaliou que o principal objetivo dessa mudança é ajudar estes comércios a se recuperarem no cenário pós crise.

Para desenvolver o estudo foram utilizados 13 países de base, contando com o Brasil, México, Chile, Colômbia, Argentina e Peru.

Dentre os entrevistados brasileiros, 64% estão ativamente comprando para ajudar as lojas independentes, 87% disseram que os últimos meses os tornaram mais conscientes dos necessitados e 88% revelaram que sentem um maior senso de comunidade agora.

“Incentivar o comércio local, traz benefícios efetivos para a comunidade, que descobre boas opções próximas de suas casas e impulsiona a rotatividade da economia de maneira eficaz. Durante a pandemia, passamos a oferecer alguns serviços gratuitos para PMEs, contando também com a ajuda de parceiros. No Brasil, lançamos a plataforma “Aliados Digitais”, para ajudá-los no processo de transformação digital, oferecendo diversos serviços gratuitos”, afirmou a empresa.

Assim, a Mastercard definiu alguns empreendimento que devem se recuperar após a pandemia. São eles:

• Quitandas
• Cafés e restaurantes locais
• Padarias
• Lojas de roupas independentes
• Barbeiros/Cabelereiros
• Açougues
• Bares locais
• Bancas de jornais locais
• Livrarias independentes
• Casas de Laticínios
• Lojas de organizações de caridade
• Lojas de presentes
• Lojas de ferragens Faça Você Mesmo (DIY)

Fonte: Money Times

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Especialistas analisam cenários no varejo pós-auxílio emergencial

O planejamento para o primeiro trimestre de 2021 é um desafio para todos os gestores de empresas, sejam elas grandes ou pequenas. Afinal, não dá para saber quando, de fato, voltaremos à vida normal (e se isso algum dia irá acontecer). O varejo, com a possibilidade de novos lockdowns acontecerem, pode sofrer ainda mais.

Motivos para essas incertezas não faltam. As dúvidas sobre o desempenho desse setor nos próximos três meses passam pelo fim do auxílio emergencial, benefício que foi essencial para o sustento do comércio no ano passado.

O resultado das vendas nos primeiros meses até março será pressionado por uma base de comparação forte, já que o primeiro trimestre do ano passado foi bom e as coisas só começaram a desandar na segunda quinzena de março.

“O cenário do primeiro trimestre ainda carrega uma dose grande de incerteza e imprevisibilidade”, avalia Alberto Serrentino, especialista em varejo e fundador da consultoria Varese Retail.

Ele prevê um resultado ruim para o varejo nos primeiros meses do ano por causa da forte base de comparação e da falta de confiança dos consumidores e empresários diante das incertezas sobre a vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Tudo isso se soma ao fim do auxílio emergencial.

A importância do auxílio emergencial

Depois de um tombo de 16,6% nas vendas em abril, o varejo registrou crescimento por cinco meses consecutivos até setembro, quando o volume de vendas já era 0,9% superior ao patamar observado no mesmo mês do ano anterior.

Os últimos dados divulgados pelo governo federal sobre o auxílio emergencial dão conta de um repasse de R$ 288,7 bilhões a quase 68 milhões de brasileiros.

“O auxílio emergencial foi essencial para o desempenho do varejo em 2020. Tivemos a reação do varejo em uma curva em ‘V’ quase perfeita”, afirma Serrentino.

O principal programa de transferência de renda do Brasil é o Bolsa Família. De 2016 a 2019, o programa distribuiu R$ 117,22 bilhões a seus beneficiários, valor que equivale a menos da metade do distribuído pelo auxílio emergencial em menos de um ano.

A injeção de liquidez sem precedentes para uma camada da população que poupa muito pouco – porque, na maioria das vezes, não consegue – se transformou em consumo e impulsionou as vendas do comércio em um ano de crise econômica.

É claro que nem tudo são flores: o consumo das famílias ainda não se recuperou do tombo de 11,3% observado no segundo trimestre – no terceiro tri cresceu 7,6% –, o que mostra que o nível de consumo poderia estar mais alto, mas nada mau para um ano marcado por uma pandemia que matou quase 200 mil brasileiros.

Céu nublado pela frente

Mas a ajuda encolheu – passou de R$ 600 para R$ 300 – e agora acabou. “A redução teve um reflexo no consumo, porque você perde renda e é um valor significativo – praticamente quatro vezes o valor médio pago pelo Bolsa Família”, comenta Serrentino.

O fim do auxílio coincide com um trimestre que, historicamente, é mais fraco em vendas. Tem a ressaca do fim de ano, depois das compras de Natal e Black Friday, um salário “normal”, sem a ajudinha do 13º e boletos importantes, como IPTU, IPVA e despesas com a educação dos filhos.

Um ou outro setor do varejo pode estar otimista para 2021, como o e-commerce, que teve um boom de investimentos e novos entrantes nos últimos meses. Mas basta analisar indicadores como desemprego, renda e confiança do consumidor, que impactam diretamente o desempenho do varejo, para ver que o horizonte continua nublado.

Começando pelo desemprego: o Brasil vive sua pior crise quando o assunto é emprego. No trimestre encerrado em agosto do ano passado, o desemprego no Brasil saltou para uma taxa recorde de 14,6%.

Sobre a renda, um estudo da FGV Social mostra que o ganho individual do brasileiro teve uma queda média de 20,1% entre maio e junho deste ano.

O último pilar que sustenta o tripé do consumo, a confiança do consumidor, também não anima muito. Em dezembro, a Fundação Getúlio Vargas mostrou que o Índice de Confiança do Consumidor caiu 3,2 pontos e chegou a 78,5 pontos. Quando o indicador fica abaixo 100 pontos, mostra que o consumidor está pessimista com a situação atual da economia.

Enquanto mais de 40 países começaram a vacinar sua população, o Brasil não tem previsão para o início da vacinação, o que contribui com o pessimismo dos consumidores.

Houve ainda piora da percepção dos consumidores em relação ao mercado de trabalho. “O comportamento mais cauteloso está relacionado principalmente a uma percepção de dificuldade de se obter emprego: 97,5% dos consumidores avaliam que está difícil obter emprego no momento, fazendo com que o indicador atinja o menor nível dos últimos 16 anos”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora de Sondagens da FGV.

E o varejista pequeno?

Nem só de Carrefour, Mercado Livre e GPA vive o varejo brasileiro. O supermercado de bairro, o e-commerce de moda que gera receita no Instagram e a lojinha de capas e acessórios para smartphones também entram nessa equação. E são justamente esses os que mais devem ter dificuldades no começo deste ano.

“O varejista depende muito das pequenas vendas da semana e não tem tradição de fazer grandes planejamentos”, explica Mauricio Morgado, coordenador do Centro de Excelência em Varejo da FGV.

A última pesquisa Pesquisa Anual do Comércio (PAC), feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é de 2017, mas ainda é possível entender o tamanho das micro, pequenas e médias empresas no varejo brasileiro.

Segundo o IBGE, as MPMEs representam 96,7% das empresas do setor e foram responsáves por 35,5% do faturamento total do varejo em 2017, com receita de R$ 724,3 bilhões. Segundo Morgado, os dados ainda são relevantes para entender o cenário atual do varejo. No geral, os pequenos negócios geraram 50% dos empregos formais – o que sobe ainda mais, se contarmos os trabalhadores que não possuem registro na carteira.

O mercado ainda não conheceu o resultado de dezembro. Se as vendas de Natal não foram tão boas quanto o esperado, devemos ver com frequência placas de saldão, queima de estoque e “leve 3, pague 2” nas vitrines, especialmente dos pequenos varejistas.

“As vendas de Natal talvez segurem essas promoções, mas as pessoas não receberam o 13º na quantia em que estão habituadas. Não sou otimista em relação ao Natal”, diz Morgado.

Para o primeiro trimestre, a dica é ficar ainda mais atento ao fluxo de caixa, “que é o que quebra uma empresa”. O especialista aconselha que os varejistas acompanhem todas as entradas e saídas e não relaxem no controle de despesas fixas, como aluguel, funcionários, água e luz. Aqui, a dica é negociar para tentar cortar custos.

Fonte: CNN Brasil

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Em artigo, especialista analisa desafios do varejo físico no curto prazo

Consultor jurídico do Sindilojas-SP e autor do livro Shopping Centers – Limites na liberdade de contratar, Daniel Cerveira assina artigo publicado no jornal Estadão no qual aponta os desafios do varejo físico no curto prazo. Confira abaixo o texto na íntegra.

O crescimento do PIB do Brasil no terceiro trimestre de 2020 de 7,7% está longe representar algum alento para o varejo físico, incluindo bares, restaurantes, academias e outros serviços, especialmente com relação aos pequenos e médios lojistas. As vendas continuam abaixo dos patamares anteriores à pandemia e alguns segmentos têm experimentado um cenário ainda mais desvantajoso.

Em que pese os esforços das empresas na redução dos custos fixos, o fato é que parece que o setor está vivendo uma tempestade perfeita, que envolve a diminuição do faturamento das lojas, escassez de produtos, além da retirada dos descontos concedidos pelos locadores dos pontos comerciais, especialmente os de espaços em shopping centers. Ainda com relação ao custo de ocupação, oriundo dos contratos de locação dos estabelecimentos, os comerciantes estão sofrendo com a disparada dos índices contratuais de reajuste dos aluguéis IGP-M e IGP-DI, ambos conferidos pela Fundação Getúlio Vargas. Hoje no acumulado dos últimos 12 meses os referidos indexadores estão beirando 25% de aumento. Isto é, os locativos dos lojistas, quando da incidência do reajuste, serão majorados nesta base, o que é totalmente fora da realidade do ponto de vista de valor de mercado e inviável economicamente. A título de comparação, o IPCA/IBGE, indexador que mede a inflação oficial do nosso país, atingiu o percentual positivo de 4,31% nos últimos 12 meses.

Vale lembrar que as companhias estavam em uma fase de recuperação e, desde março de 2020, estão sendo impactadas pelas quarentenas e perdendo mercado para o e-commerce. Ademais, uma boa parte das empresas já usou o capital angariado em empréstimos bancários e agora enfrenta problemas de fluxo de caixa. Fechando o tabuleiro, as projeções de vendas a contar de janeiro de 2021 são péssimas, em vista do encerramento do programa de ajuda emergencial e alta taxa de desemprego.

Nessa esteira, atualmente observamos, mesmo em grandes corredores comerciais da cidade de São Paulo, por exemplo, um enorme número de imóveis desocupados. Segundo a CNC – Confederação Nacional do Comércio, de abril a junho de 2020, encerraram as operações cerca de 135 mil lojas, com previsão de fechamento de cerca de 88,7 mil estabelecimentos em 2020.

Cumpre ressaltar que fechar as portas não significa resolver todos os problemas, ou seja, a partir de então o comerciante precisará administrar os passivos consequentes. Ademais, desocupar o ponto comercial pode significar nunca mais a marca voltar ao local, o que é sempre prejudicial. Outra realidade imposta pelas circunstâncias, especialmente nos casos de operações instaladas em shopping centers, é o aumento no número de ajuizamentos da ação renovatória de contrato de locação, uma vez que os locadores se recusam a reduzir os aluguéis nas negociações.

Com efeito, o Código Civil Brasileiro traz artigos que cuidam da possibilidade de revisão judicial e da rescisão dos pactos sem ônus, quando ocorre um fato imprevisível e extraordinário que desequilibre a relação, gerando onerosidade excessiva para um lado e vantagem extrema para outro, bem como na hipótese em que “sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução”.

Neste contexto, partindo-se do entendimento de que o surgimento da Covid-19 e suas consequências configuram fatos imprevisíveis e extraordinários, as eventuais partes prejudicadas pelos eventos que não conseguirem chegar em um acordo com seus locadores poderão demandar junto ao Poder Judiciário os direitos que julgarem devidos, desde que demonstrem estar presentes os requisitos acima mencionados.

O legislador também foi instado a contribuir no tema, sendo promulgadas leis direcionadas a proteger as companhias. Neste aspecto, destaca-se a Lei 14.010/20, conhecida como a Lei da Pandemia, a qual positivou a aplicação da Teoria da Imprevisão no cenário da Covid-19, conforme seus artigos 6º e 7º.

Por fim, como a pandemia do novo Coronavírus refletiu na inflação apurada pelo o IGP-M e o IGP-DI, defendo que os inquilinos também estão autorizados a utilizar a ação de revisão de contrato para evitar as aplicações destes indexadores.

Por Daniel Cerveira – sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Associados Advogados Associados, consultor jurídico do Sindilojas-SP, autor do livro Shopping Centers – Limites na liberdade de contratar e professor dos cursos MBA em Varejo e Gestão de Franquias da FIA – Fundação de Instituto de Administração e da Pós-Graduação em Direito Imobiliário do Instituto de Direito da PUC/RJ

Fonte: Estadão

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Comércio tem otimismo moderado com sinais positivos

O setor do comércio deverá entrar em 2021 ainda com as sequelas do coronavírus, mas com expectativas de recuperação, na medida em que as ações de combate à pandemia, em especial a vacinação, sejam colocadas em prática e flexibilizem as normas de distanciamento social e de horários de funcionamento do comércio varejista.

De acordo com relatório elaborado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), com base na Pesquisa Mensal do Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já há uma tendência de recuperação no comércio ampliado (comércio restrito, mais material de construção e carros, motos e peças automotivas), que superou em 4,9% os níveis de venda de fevereiro, mês que antecedeu a pandemia.

A alta, no entanto, vem sendo puxada por segmentos específicos, como móveis e eletrodomésticos (10,8% no período janeiro/outubro), artigos farmacêuticos e de perfumaria (7,2%) e alimentos e bebidas (5,7%). “As pessoas deixaram de consumir em serviços e direcionaram seus gastos para outros itens, principalmente os de primeira necessidade, em supermercados e farmácias, que não tiveram restrições de funcionamento no primeiro semestre”, afirma Rafael Cagnin, economista do Iedi.

Segmentos que ficaram devendo ao longo de 2020, como tecidos, vestuário e calçados (queda de 27,6%) e combustíveis e lubrificantes (queda de 10,4%) ainda deverão sofrer nos primeiros meses. O público está acostumado com a compra presencial. Quem pôde aproveitar a força do e-commerce se deu bem, como foi o caso do Magazine Luiza.

Fonte: Valor Invest

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Governo prorroga programa de redução de salário e jornada de trabalho

O presidente Jair Bolsonaro assinou, na noite de ontem (13), decreto que autoriza a prorrogação, por mais dois meses, da redução de salários e jornada de trabalho. Trata-se da terceira extensão do prazo de validade das ferramentas criadas pela MP (Medida Provisória) 936 com o objetivo de manter os empregos durante a crise desencadeada pelo novo coronavírus.

A MP dá aos empregadores a opção de suspender os contratos de trabalho ou reduzir, de forma proporcional, os salários e a jornada de trabalho em 25%, 50% ou até 70%. O governo compensa a redução ou a suspensão dos rendimentos até o valor limite teto do seguro-desemprego (R$ 1.813,03).

Como a MP foi editada em abril, as empresas poderão lançar mão das ferramentas, ao todo, por até oito meses. E, em troca, o governo cobra das companhias a estabilidade no posto de trabalho pelo mesmo tempo em que obteve o benefício. O prazo atual terminaria em outubro, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia anunciado que o programa seria estendido até 31 de dezembro.

Em nota, o Palácio do Planalto disse que “diante do cenário atual de crise social e econômica, e com a permanência de medidas restritivas de isolamento social, faz-se necessária a prorrogação, mais uma vez, do prazo máximo de validade dos acordos”.

“Essa ação irá permitir que empresas que estão em situação de vulnerabilidade possam continuar sobrevivendo a este período e, desta forma, preservar postos de trabalho e projetar uma melhor recuperação econômica”, diz a nota.

Como funciona

Pago aos trabalhadores que aderem aos acordos, o Benefício Emergencial (BEm) equivale a uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido.

No caso de redução de jornada e salário em 25%, 50% ou 70%, o governo paga um benefício emergencial ao trabalhador para repor parte da redução salarial. As empresas podem optar ainda por pagar mais uma ajuda compensatória mensal a seus funcionários que tiveram o salário reduzido.

O benefício é calculado aplicando-se o percentual de redução do salário a que o trabalhador teria direito se fosse demitido e requeresse o seguro-desemprego. Se o trabalhador tiver jornada e salário reduzidos em 50%, seu benefício corresponderá a 50% do valor do seguro desemprego ao que teria direito, se tivesse sido dispensado. No total, o benefício pago pode chegar até a R$ 1.813,03 por mês.

No caso de suspensão do contrato de trabalho em empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, o trabalhador receberá 100% do valor do seguro desemprego a que teria direito. Para empresas com faturamento maior, o valor do benefício pago pelo governo será 70% do seguro desemprego, enquanto a empresa pagará uma ajuda compensatória mensal de 30% do valor do salário do empregado.

Como o dinheiro vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o Ministério da Economia informou que a prorrogação não terá impacto no orçamento do programa, estimado em R$ 51,3 bilhões.

Desde o início do programa, em abril, 16,3 milhões de trabalhadores já fecharam acordo de suspensão de contratos de trabalho ou de redução de jornada e de salário em troca de complementação de renda e de manutenção do emprego.

Fonte: CNDL