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Quase 103 milhões de pessoas devem comprar nesta Páscoa

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes para os brasileiros. Mesmo em um cenário de insegurança diante da pandemia, este ano, a maior parte dos brasileiros pretende manter a tradição de presentear familiares e amigos, com ovos e chocolates. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offer Wise Pesquisas, mostra que cerca de 102,7 milhões de brasileiros devem realizar compras para a Páscoa 2021 – o que representa uma redução de 10,5 milhões de consumidores frente à estimativa de 2019.

De acordo com a sondagem, 64% dos consumidores pretendem comprar presentes e chocolates para a data, enquanto, 19% não pretendem ir às compras este ano, e 16% ainda não se decidiram.

Entre os consumidores que vão realizar compras na Páscoa, a maior parte (40%) relata a intenção de gastar a mesma quantia do ano passado, enquanto 31% vão gastar mais e 26% garantem que gastarão menos. Entre os que têm intenção de gastar mais, 38% dizem que os preços estão mais caros, 34% que comprarão mais produtos, e 30% que querem compensar a situação de isolamento social vivida pela pandemia.

Já aqueles que pretendem gastar menos citam a intenção de economizar (32%), o fato de terem outros compromissos financeiros para pagar (30%) e orçamento apertado (23%).

O levantamento da CNDL aponta ainda que, entre os que pretendem fazer compras, os principais motivos são: gostar de chocolate ou presentear alguém que gosta (35%), ser uma tradição da qual gostam de participar (28%) e ter o costume de presentear as pessoas que gostam (24%).

Entre os que não pretendem comprar presentes e chocolates, os principais motivos são: priorizar o pagamento de dívidas (38%), estar desempregado (36%) e o fato de não gostar ou não ter o costume de comprar presentes e chocolates para esta ocasião (19%).

A crise econômica gerada pela pandemia também está impactando as compras deste ano, de acordo com a pesquisa. Entre os que não devem comprar ovos ou chocolates porque estão endividados, desempregados, tiveram redução salarial ou estão distantes das pessoas que poderiam presentear, 78% afirmam haver influência do cenário da pandemia.

“Mesmo diante dos desafios sociais e econômicos que o país enfrenta, as vendas nesta Páscoa podem aquecer o varejo. Esse é o momento de o setor investir em promoções para atrair os consumidores, de olho naqueles que pretendem comprar mais e, sobretudo, nos que ainda não se decidiram”, avalia o presidente da CNDL, José César da Costa.

Média de gastos será de R$ 209

A pesquisa revela que as principais pessoas a serem presenteadas na Páscoa serão filho/a (55%), marido/esposa (42%), mãe (38%) e os sobrinhos/as (33%). Além disso, 27% pretendem presentear a si próprios.

A maioria dos entrevistados (57%) pretendem comprar ovos de chocolate industrializados, enquanto 43% bombons/caixas de chocolate industrializados, 40% ovos caseiros artesanais, e 30% barras de chocolate industrializadas.

Entre os que devem comprar ovos industrializados, 70% pretendem comprar produtos direcionados tanto a crianças quanto a adultos; 28% pretendem comprar apenas produtos voltados para adultos; e 16%, somente para crianças.

Já os que pretendem comprar produtos caseiros, os motivos mais frequentes são: gostar de algo mais personalizado (30%), a vontade de ajudar as pessoas que vendem (28%), e por considerar que a qualidade do chocolate é melhor (13%).

“Vimos um crescimento no último ano de pessoas que preferem comprar de pequenos lojistas ou vendedores autônomos, o que mostra, ao menos em parte, a preocupação do brasileiro com os comerciantes locais, tão impactados pela crise causada pela pandemia. Mesmo quem não tem um e-commerce ou uma loja online pode fazer suas divulgações e vendas por meio de redes sociais ou WhatsApp”, destaca Costa.

Os consumidores entrevistados pretendem gastar, em média, R$209,49 com as compras da Páscoa e comprar cerca de 5 produtos. A forma de pagamento mais utilizada será à vista (76%), especialmente no dinheiro (52%). Já 52% pretendem pagar à prazo, com destaque para o cartão de crédito parcelado (31%).

Supermercados são os principais locais de compra

O brasileiro está atento à diferença de preços entre os estabelecimentos, e por isso, 84% dos entrevistados pretendem fazer pesquisa antes de fazer suas compras, sendo que 50% pretendem pesquisar sobre todos os tipos de chocolate e 25% somente sobre os ovos de Páscoa.

O principal local de pesquisa serão os supermercados (62%), enquanto 52% pretendem pesquisar em sites na internet e 34% nas lojas de shopping. Entre os que pesquisam preços na internet, 77% citam os sites e aplicativos de varejistas, 60% os sites de busca, e 41% os sites de comparação de preços.

“O consumidor brasileiro já aprendeu que a variação de preços dos ovos de Páscoa é enorme e pode ficar próxima a 100% em algumas cidades, de acordo com o Procon. Então, ir às compras na primeira loja que aparece pode ser um erro grave. O ideal é se planejar com antecedência, usar a internet para pesquisar e só tomar decisões depois de ter visto os preços praticados em vários estabelecimentos”, lembra Costa.

Os principais locais de compra dos produtos para a Páscoa serão: supermercados (58%), lojas especializadas em chocolate (45%), e lojas de grandes varejistas (42%). 70% têm intenção de comprar em lojas físicas, seja de rua (44%) ou de shopping (40%), enquanto 65% também disseram que pretendem comprar pela internet, principalmente nos sites (22%) e no WhatsApp (20%).

Os fatores que mais influenciam a escolha do local de compra são: o preço dos produtos (42%), a qualidade (37%) e as promoções e os descontos (31%). 69% pretendem comemorar em casa, com aumento de 18 p.p. na comparação a 2019.

“Muitas capitais do país cumprem nesse momento medidas de fechamento de parte do comércio, o que deverá impactar diretamente na forma como os consumidores farão suas compras para a Páscoa, e também como costumam comemorar a data. Em muitas cidades, por exemplo, as lojas especializadas em chocolates estão fechadas, enquanto os supermercados, por serem atividades essenciais, continuam abertos. Por isso, o varejista deve estar preparado para atender por delivery, oferecer serviços de entrega e vendas pela internet”, acrescenta o presidente da CNDL.

24% dos que querem comprar têm contas em atraso

Mesmo com o cenário de crise e de desemprego, boa parte dos consumidores pretende realizar compras na Páscoa ainda que com o orçamento comprometido. 24% dos entrevistados que pretendem comprar chocolates e presentes possuem contas em atraso, sendo que 66% estão com o nome sujo. Além disso, 5% acreditam que vão deixar de pagar alguma conta para comprar produtos para a Páscoa.

Outro dado que inspira preocupação e denuncia o comportamento imprudente de alguns consumidores é que 26% admitem gastar mais do que podem com as compras na data e 23% dos que realizaram compras na Páscoa do ano passado afirmam que ficaram com o nome sujo pelos gastos realizados na data, sendo que 13% ainda estão negativados e 10% já limparam o nome.

“Como qualquer outra data comemorativa, a Páscoa está sujeita a diversos mecanismos do marketing e da propaganda para estimular o consumo, já que se trata de uma data importante para o comércio. Então as pessoas acabam, muitas vezes, cedendo ao consumismo e exagerando nos gastos”, afirma Costa. “Se o consumidor está preparado, se ele reservou uma quantia para gastar na Páscoa, tudo bem. Mas as compras devem ser feitas sem que o impeça de cumprir compromissos financeiros mais importantes, assim como guardar dinheiro para imprevistos. O que não é recomendável é fazer dívidas ou deixar de pagar contas, com o intuito de comprar ovos, bombons etc.”, alerta o presidente da CNDL.

Fonte: CNDL

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E-commerce se torna crucial na estratégia da Páscoa

A duas semanas da Páscoa, o varejo reforça a venda dos produtos sazonais para além das parreiras, com maiores investimentos nos canais digitais. As restrições ao comércio, que em 2020 foram anunciadas próximo à data comemorativa, prepararam o mercado para uma crescente adesão ao e-commerce.

Com isso, este ano, a Cacau Show, por exemplo, já iniciou sua campanha de Páscoa tendo o digital como um dos pilares. A rede, que espera um incremento de 36% nas vendas, é acompanhada por empresas de diferentes setores na aposta em canais alternativos, como os shoppings Central Plaza e União de Osasco. Localizados no estado de São Paulo, os empreendimentos implementaram um drive-thru exclusivo para a retirada de chocolates comprados online.

Projeções positivas no varejo

O Carrefour percebeu que a procura por ovos está mais elevada em relação a 2020.

“Na Páscoa do ano passado, nossas ações haviam sido construídas para um modelo tradicional e do dia para a noite tivemos que rever todas as estratégias e dinâmicas. Para este ano, já estávamos mais preparados. Como esperamos que os consumidores antecipem suas compras para evitar aglomerações, apostamos na pré-Páscoa. Os consumidores que desejam comprar online podem escolher entre receber em casa ou retirar em alguma loja”, revela Marcos Poggiali Costa, diretor comercial de Mercearia do Carrefour, com exclusividade ao Jornal Giro News.

“Estamos apostando também na divulgação em mídias digitais já que, por conta da pandemia, não podemos fazer degustações ou abordagens aos clientes. Ao mesmo tempo, continuamos com o nosso modelo de parreiras dentro das lojas”, complementa.

Linhas regulares em destaque

Na rede Coop, a produção deve chegar a 20 mil unidades de bolo pascal de marca própria, com expectativa de elevar em até 7% as vendas de chocolates e ovos e em 10% a categoria de peixes.

“Devido ao cenário econômico, as linhas regulares ganham destaque. Além do perfil do consumidor, que já vem se consolidando no consumo de linha regular nos últimos anos, o elemento chocolate passou a ser mais forte na percepção do consumidor como atrativo de preço”, afirma a rede.

Segundo a Coop, devido a esse movimento, as indústrias têm buscado agregar valor aos produtos, investindo nos chamados “presenteáveis”. “Eles têm uma forte aderência ao consumidor e, com isso, diminuem a dependência da venda de ovos de Páscoa. Ainda em sazonais, as colombas têm apresentado um leve crescimento nos últimos anos e acreditamos que em 2021 não será diferente.”

Fonte: GiroNews